30/04/2018

DELAÇÃO DE PALOCCI É ARMA PARA BOMBARDEAR LULA

"A delação do Palocci através da PF é como a mentira inventada pelo presidente Donald Trump para atacar criminosamente a Síria: mais um artefato fabricado pelo fascismo jurídico-midiático da Globo e da Lava Jato para – também criminosamente – bombardear Lula", escreve o colunista Jeferson Miola; "O que causou a mudança no entendimento do Moro, dos procuradores e da Globo, que de uma hora para a outra passaram a validar a delação do Palocci?", questiona

SETE CENTRAIS SINDICAIS SE UNEM POR LULA LIVRE

SETE CENTRAIS SINDICAIS SE UNEM POR LULA LIVRE



Pela primeira vez desde a redemocratização, as centrais sindicais farão um único ato pelo Dia do Trabalho, neste Primeiro de Maio; Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso, será a capital do encontro entre CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical, com foco em pautas como a liberdade de Lula e o protesto contra a reforma trabalhista do governo Michel Temer, que tem agravado o quadro de desemprego no País; Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadú e Renegado são alguns artistas confirmados

27/04/2018

Juíza será macho?

PARLAMENTARES DO MERCOSUL APROVAM VISITA A LULA EM CURITIBA. JUÍZA VETARÁ?


Comissão de Direitos Humanos do Parlasul, o parlamento do Mercosul, aprovou nesta sexta (27) visita para o ex-presidente Lula nos próximos dia 8 e 9 de maio, na Polícia Federal de Curitiba, onde é mantido com preso político; comunicado do Parlasul foi assinado pela deputada argentina Cecilia Britto, que presidente a Comissão dos Direitos Humanos dos Estados Parte; juíza Carolina Lebbos, que tem barrado todos os pedidos de visita a Lula, até mesmo do seu médico, negará mais este? além da visita a Lula na capital paranaense, os parlamentares do Mercosul também aprovaram a participação de uma audiência pública no Rio de Janeiro



24/04/2018

Carmen Lúcia pressionada...

MARCO AURÉLIO ENVIA OFÍCIO A CARMEN LÚCIA LIBERANDO PARA JULGAMENTO AÇÕES SOBRE SEGUNDA INSTÂNCIA

José Cruz /Agência Brasil
O ministro informou ter liberado a ação protocolada pelo PCdoB na semana passada e também reiterou pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional (PEN) sobre o tema. O partido havia pedido ao ministro a suspensão da liminar. Marco Aurélio acatou o pleito. Mas, ao fim do prazo, o PEN não retirou a liminar. "Como eles não encaminharam um pedido de desistência, ela [a liminar] está valendo", disse. O relato foi publicado no blog de Andreia Sadi.
Marco Aurélio disse que não levará "em mesa" alguma ação neste sentido na sessão desta quarta-feira (25) no STF. "Isso geraria muito desgaste para o tribunal, não há necessidade", acrescentou.
Levar em mesa quer dizer que o julgamento da ação não dependeria da ministra Carmen Lúcia para pautar o tema em plenário. O ministro poderia submeter o caso aos colegas por conta própria.
A presidente do STF, Cármen Lúcia. é quem decidirá se colocará as duas ADCs encaminhadas à presidente. "A ministra avaliará o melhor momento. As cartas estão com ela", afirmou Marco Aurélio.

Decadência de Moro e suas falcatruas

STF tira caso do Sítio de Atibaia das mãos de Moro.

O juiz Sergio Moro, do Paraná, sofreu uma derrota nesta terça-feira 24. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o processo do sítio de Atibaia (SP) contra o ex-presidente Lula terá que ser julgado em São Paulo, e não no estado do magistrado. Curiosamente, o mesmo critério deveria ter sido adotado no caso das reformas inexistentes no triplex da OAS em Guarujá, que jamais poderia ter sido julgado no Paraná.
Foram tirados das mãos de Moro trechos de depoimentos de delatores da Odebrecht, entre eles os que dizem respeito ao sítio, que de acordo com a denúncia, teria sido reformado para usufruto do ex-presidente.
O ministro Dias Toffoli, primeiro a votar pela transferência do processo, declarou: “Não diviso por ora nenhuma imbricação dos fatos descritos com desvios de valores na Petrobras. Devem ir para Justiça Federal de São Paulo, onde teriam ocorrido a maior parte dos fatos”.

Fachin envia recurso de Lula contra prisão para 2ª Turma do STF...

Fachin contra a prisão do ex presidente Lula. Leia a matéria. Compartilhe.
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Por decisão de Fachin, o processo será julgado pelo plenário virtual da 2ª Turma, ou seja, não será analisado numa sessão presencial do tribunal. Não há data para que esse julgamento ocorra. No recurso, a defesa de Lula defende que a ordem de prisão decretada por Moro desrespeitou decisão do STF, pois a Corte fixou, nos julgamentos sobre prisão em segunda instância, que seria preciso aguardar o fim da análise dos recursos para dar início ao cumprimento da pena. Quando o mandado foi expedido, o TRF-4 ainda não havia julgado os embargos dos embargos apresentados pelo ex-presidente - e analisados apenas no dia 18, 11 dias após Lula se entregar à PF.

Além de Fachin, integram a turma Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Plenário virtual O plenário Virtual permite que os ministros votem de forma eletrônica nos processos. Ele funciona 24 horas por dia, e os ministros podem acessá-lo de forma remota....

23/04/2018

Lula recebe milhares de cartas emocionantes do mundo todo

Lula recebe milhares de cartas emocionantes do mundo todo.

O ex-presidente Lula recebe milhares de cartas no cárcere da Polícia Federal de Curitiba. São mensagens de solidariedade e resistência que chegam de diversas partes do globo; endereço para envio será centralizado no Instituto Lula.
Elas chegam de toda parte. Acumulam palavras de solidariedade, resistência e gratidão. Trazem orações, rezas, memórias e desejos para o futuro. Já são mais de dez mil cartas endereçadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
São tantas que a Superintendência da Policia Federal em Curitiba já não dá conta de receber. A partir de agora, o envio deve ser centralizado na sede do Instituto Lula, em São Paulo, onde o ex-presidente confia de que serão recebidas.
Os remetentes variam da Bahia a Noruega. Da simplicidade de Aninha, de 8 anos, que descreve em letras de forma coloridas a tristeza de ver Lula preso, à mensagem do prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, impedido de visitar Lula no cárcere.
Do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis vem uma das cartas que melhor retrata o porque as caixas de correio da PF terminaram abarrotadas. Um vínculo que manteve após chegar ao Poder e tornar-se o primeiro chefe de Estado a receber os catadores no Palácio do Planalto. “Presidente, todos os dias estaremos presos aqui, a poucos metros do senhor, dando bom dia e boa noite, junto com os outros lutadores sociais que por aqui permanecem. Jamais abandonaremos quem nunca nos abandonou”, escrevem os catadores.
Fonte: Fala Lula.Org

17/04/2018

Lula lá....

NA PESQUISA VOX, LULA VENCE NO PRIMEIRO TURNO

Nos dois cenários da pesquisa, Lula tem 47% das intenções de voto, mais do que a soma de todos os seus adversários. Para o presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa revela que “o impacto da prisão não foi significativo nas intenções de voto de Lula”. “A pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário”, afirma Coimbra




Do Jornal do Brasil – Mesmo preso desde o último dia 7, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na corrida presidencial e, em alguns cenários, até amplia sua vantagem em relação aos demais candidatos às eleições de outubro. É o que mostra pesquisa* do Instituto Vox Populi, encomendada pelo PT e realizada dos dias 13 a 15 de abril. Segundo o Vox Populi, na pergunta espontânea sobre a intenção de votos para presidente, Lula aparece com 39%. Bolsonaro (PSL) é o segundo, com 9%, seguido de Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (Rede), ambos com 2%. 

Fonte 247

16/04/2018

Lula escreve para os militantes


CARTA DO PRESIDENTE LULA AO ACAMPAMENTO LULA LIVRE EM CURITIBA
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Eu ouvi o que vocês cantaram. Estou muito agradecido pela resistência e presença de vocês neste ato de solidariedade.
Tenho certeza que não está longe o dia em que a Justiça valerá a pena. Na hora em que ficar definido que quem cometeu crime seja punido. E que quem não cometeu seja absolvido.
Continuo desafiando a Polícia Federal da Lava Jato, o Ministério Público da Lava Jato, o Moro e a segunda instância a provarem o crime que alegam que eu cometi.
Continuo acreditando na Justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado.
Grande abraço e muito obrigado!
Luís Inácio Lula da Silva

13/04/2018

FORO PRIVILEGIADO, CAI?

Cármen Lúcia marca o julgamento do processo sobre fim do foro privilegiado

Maioria dos ministros do STF vota por restringir foro privilegiado. Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil (Crédito: )

Proposta semelhante tramita no Congresso, mas está emperrada na Câmara há quatro meses. Isso porque pelo menos oito partidos ainda não indicaram membros que vão integrar a comissão especial criada em dezembro para analisar o projeto.


Por Carolina Martins e Rodrigo Serpa

A presidente do STF, Cármen Lúcia, marcou para o mês que vem o julgamento do processo que envolve o fim do foro privilegiado. O ministro Dias Toffoli tinha pedido vista e devolvido a ação em março, mas agora a ministra prometeu recolocar o assunto na pauta do tribunal no dia 2 de maio. No começo do ano, a maioria do plenário se posicionou a favor da redução do foro. Se a mudança for aprovada, crimes envolvendo parlamentares só irão para o STF se forem relacionados ao mandato. A proposta não é tão ampla como a que tramita no Congresso, já que mantém o foro de integrantes do Executivo e do Judiciário, mas já remeteria cerca de 90% dos casos de deputados e senadores para a primeira instância. 

O debate voltou à tona depois da prisão de Lula, no último dia 7. Para opositores do petista, um ex-presidente na cadeia demonstra que a Justiça é para todos. Mas, na prática, uma classe de cidadãos continua blindada: punir políticos com foro privilegiado ainda é um desafio. Uma proposta para mexer na Constituição e acabar com o foro foi aprovada no plenário do Senado em maio do ano passado. De autoria do senador Álvaro Dias, hoje no Podemos, o projeto teve apoio de outros partidos. Paulo Bauer, do PSDB, defende que apenas com o fim desse regime especial os processos serão julgados de forma rápida.

"A Justiça brasileira terá mais celeridade, porque os assuntos daí não serão de competência exclusiva das cortes superiores, mas sim do sistema jurídico do país", avalia o senador. 

O texto estabelece que deputados, senadores, ministros de estado, governadores, comandantes militares, juízes federais e membros do Ministério Público respondam as acusações de crimes comuns na Justiça comum. Isso atingiria quase 50 mil autoridades que hoje têm julgamento especial. Mas, o texto não anda na Câmara dos Deputados. No fim do ano passado, seis meses depois de ficar engavetada, a PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. Mas precisa ainda passar por uma comissão especial que foi criada em dezembro do ano passado, mas nunca funcionou porque os partidos não indicam os integrantes. 

O MDB e o Partido dos Trabalhadores tem quatro vagas cada um. Todas continuam abertas. O Partido Progressista tem direito a três cadeiras, mas não fez nenhuma indicação. O PR tem duas vagas, que continuam vazias. PRB, Solidariedade, PSOL e PCdoB têm direito a uma indicação cada um, mas nenhuma foi feita. O deputado Efraim Filho, do DEM, foi o relator na CCJ e admite: falta vontade política na Câmara para acabar com o foro.

"Alguns partidos e lideranças não fizeram indicação de seus membros, e isso tem sido uma forma disfarçada de travar o trâmite da matéria. É hora da sociedade e da opinião pública pressionarem esses partidos para que possamos avançar instalando a comissão", apelou o deputado. 

Um abaixo-assinado virtual pedindo o fim do foro foi criado em dezembro de 2017, mas ganhou força esta semana, depois que a prisão de Lula evidenciou a proteção de políticos também acusados de corrupção, mas que se mantém impunes. Já são mais de 2,2 milhões assinaturas. As perspectivas para que a proposta ande no Congresso em ano eleitoral são pequenas. Menores ainda considerando o cenário de intervenção federal no Rio de Janeiro, que impede a votação de qualquer PEC no plenário. Com isso, a discussão deve ficar mesmo no âmbito do Judiciário.

Corrompidos e temerosos (Deputados)

Proposta que acaba com foro privilegiado está emperrada há quatro meses na Câmara

Sessão do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (Crédito: )

Comissão especial para analisar projeto foi criada em dezembro, mas líderes de pelo menos oito partidos ainda não indicaram nomes para integrar o colegiado. No STF, já há maioria para reduzir o regime especial de parlamentares, mas, para ser finalizado, precisa entrar na pauta da presidente da Corte.

Por Carolina Martins

Um ex-presidente na cadeia demonstra que a Justiça é para todos. Pelo menos esse foi o discurso dos opositores de Lula ao comentarem a ordem de prisão do petista. Mas, na prática, uma classe de cidadãos continua blindada: punir políticos com foro privilegiado ainda é um desafio. Uma proposta para mexer na Constituição e acabar com o foro foi aprovada no plenário do Senado em maio do ano passado. De autoria da bancada tucana, o projeto teve apoio de outros partidos. Paulo Bauer, do PSDB, defende que apenas com o fim desse regime especial os processos serão julgados de forma rápida.

"A Justiça brasileira terá mais celeridade, porque os assuntos daí não serão de competência exclusiva das cortes superiores, mas sim do sistema jurídico do país", avalia o senador. 

O texto estabelece que deputados, senadores, ministros de estado, governadores, comandantes militares, juízes federais e membros do Ministério Público respondam as acusações de crimes comuns na Justiça comum. Isso atingiria quase 50 mil autoridades que hoje têm julgamento especial. Mas, o texto não anda na Câmara dos Deputados. No fim do ano passado, seis meses depois de ficar engavetada, a PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. Mas precisa ainda passar por uma comissão especial que foi criada em dezembro do ano passado, mas nunca funcionou porque os partidos não indicam os integrantes. 

O MDB e o Partido dos Trabalhadores tem quatro vagas cada um. Todas continuam abertas. O Partido Progressista tem direito a três cadeiras, mas não fez nenhuma indicação. O PR tem duas vagas, que continuam vazias. PRB, Solidariedade, PSOL e PCdoB têm direito a uma indicação cada um, mas nenhuma foi feita. O deputado Efraim Filho, do DEM, foi o relator na CCJ e admite: falta vontade política na Câmara para acabar com o foro.

"Alguns partidos e lideranças não fizeram indicação de seus membros, e isso tem sido uma forma disfarçada de travar o trâmite da matéria. É hora da sociedade e da opinião pública pressionarem esses partidos para que possamos avançar instalando a comissão", apelou o deputado. 

Um abaixo-assinado virtual pedindo o fim do foro foi criado em dezembro de 2017, mas ganhou força esta semana, depois que a prisão de Lula evidenciou a proteção de políticos também acusados de corrupção, mas que se mantém impunes. Já são mais de 2,2 milhões assinaturas. As perspectivas para que a proposta ande no Congresso em ano eleitoral são pequenas. Menores ainda considerando o cenário de intervenção federal no Rio de Janeiro, que impede a votação de qualquer PEC no plenário. Com isso, a discussão deve ficar mesmo no âmbito do Judiciário.

O assunto está no Supremo Tribunal Federal. No começo do ano, a maioria do plenário, sete ministros, se posicionou a favor da redução do foro. Crimes envolvendo parlamentares só irão para o STF se forem relacionados ao mandato. A proposta não é tão ampla como a que tramita no Congresso, já que mantém o foro de integrantes do Executivo e do Judiciário, mas já remeteria cerca de 90% dos casos de deputados e senadores para a primeira instância. O ministro Dias Toffoli pediu vista e devolveu o processo em março. Agora, depende da presidente Cármen Lúcia colocar o assunto na pauta.

Enquanto isso, a classe política segue ganhando tempo. O deputado Paulo Maluf, por exemplo, foi condenado por lavar dinheiro desviado da prefeitura de São Paulo entre 1993 e 1996. Protegido pelo foro, o caso ficou no Supremo e a condenação saiu no ano passado - foram mais de 20 anos entre o crime e o julgamento final. Hoje, ele cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde. Em fevereiro, a acusação de desvio de recursos públicos contra o senador Romero Jucá do MDB prescreveu após 14 anos tramitando no STF, sem a conclusão da fase de coleta de provas. Na Lava-jato, ninguém no STF foi condenado até agora.

12/04/2018

Moro guarda processo contra esposa de Cunha.


Moro o quase implacável juiz de petistas.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, rejeitou um pedido feito pela defesa do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que a investigação feita contra a esposa e a filha do parlamentar, que tramita na 13ª Vara Federal em Curitiba, fosse enviada ao STF.
Desde o dia 15 de março, quando o ministro Teori Zavascki atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e desmembrou a investigação, deixando no Supremo somente a parte do inquérito referente a Eduardo Cunha, a filha Danielle Cunha e a esposa, Cláudia Cruz, vivem uma vida boa nas mãos do juiz de primeira instância, Sérgio Moro.
Implacável contra petistas e aliados, Moro já está com o processo há quase quatro meses e as duas investigadas continuam em total liberdade e jantando em restaurantes de luxo. Com mais essa decisão, o ministro Teori complica a vida do juiz Sérgio Moro, que se vê obrigado a ficar com o processo contra Danielle e Cláudia Cruz.

O que é Bolivarismo?

Você sabe o que é o bolivarianismo?

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Após ser apropriado pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, o termo originado do sobrenome do libertador Simón Bolívar aterrissou no debate político brasileiro. São frequentes as acusações de políticos de oposição e da mídia contra o governo federal petista. Lula e Dilma estariam "transformando o Brasil em uma Venezuela". Mas o que é o tal bolivarianismo de que tanto falam? É um palavrão? O Brasil é uma Venezuela? Bolivarismo é sinônimo de ditadura comunista? Antes de sair por aí repetindo definições equivocadas, leia as respostas abaixo:

O que é bolivarianismo?
O termo provém do nome do general venezuelano do século 19 Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial).

Bolivarianismo e ditadura comunista são a mesma coisa?
Não. Mesmo considerando a interpretação que Chávez deu ao termo, o que convencionou-se chamar bolivarianismo está muito longe de ser uma ditadura comunista. As realidades de países que se dizem bolivarianos, como Venezuela, Bolívia e Equador, são bem diferentes da Rússia sob o comando de Stalin ou mesmo da Romênia sob o regime de Nicolau Ceausescu. Neles, os meios de produção estavam nas mãos do Estado, não havia liberdade política ou pluralidade partidária e era inaceitável pensar diferentemente da ideologia dominante do governo. Aqueles que o faziam eram punidos ou exilados, como os que eram enviados para o gulag soviético, campo de trabalho forçado símbolo da repressão ditatorial da Rússia. Na Venezuela, por exemplo, nada disso acontece. A oposição tem figuras conhecidas como Henrique Capriles, Leopoldo López e Maria Corina Machado. Cenário semelhante ocorre na Bolívia, no Equador e também no Brasil, onde há total liberdade de expressão, de imprensa e de oposição ao governo.

Foi Chávez quem inventou o bolivarianismo?
Não. O que o então presidente venezuelano Hugo Chávez fez foi declarar seu país uma "república bolivariana". A mesma retórica foi utilizada pelos presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). A associação entre bolivarianismo e socialismo, no entanto, é questionável segundo a própria biógrafa de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americano The Washington Post. De acordo com ela, esse “bolivarianismo” instituído por Chávez na Venezuela foi inspirado nos ideais de Bolívar, tais como o combate a injustiças e a defesa do esclarecimento popular e da liberdade. Mas, segundo a biógrafa, a apropriação de seu nome por Chávez e outros mandatários latinos é inapropriada e errada historicamente: “Ele não era socialista de forma alguma. Em certos momentos, foi um ditador de direita”.

O que se tornou o bolivarianismo na Venezuela?
Quando assumiu a Presidência da República em 1999, Chávez declarou-se seguidor das ideias de Bolívar. Em seu governo uma assembleia alterou a Constituição da Venezuela de 1961 para a chamada Constituição Bolivariana de 1999. O nome do país também mudou: era Estado Venezuelano e tornou-se República Bolivariana da Venezuela. Foram criadas ainda instituições de ensino com o adjetivo, como as escolas bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela.

Mas esse regime que Chávez chamava de bolivarianismo era comunista?
Não, apesar de o ex-presidente venezuelano ter usado o termo "Revolução Bolivariana" para referir-se ao seu governo. A ideia era promover mudanças políticas, econômicas e sociais como a universalização à educação e à saúde, além de medidas de caráter econômico, como a nacionalização de indústrias ou serviços. Chávez falava em "socialismo do século XXI", mas o governo venezuelano continua permitindo a entrada de capital estrangeiro no País, assim como a parceria com empresas privadas nacionais e estrangeiras. Empreiteiras brasileiras, chinesas e bielo-russas, por exemplo, constroem moradias para o maior programa habitacional do país, o Gran Misión Vivienda Venezuela, inspirado no brasileiro Minha Casa Minha Vida.

O Brasil "virou uma Venezuela"?
Esta afirmação não faz sentido. O Brasil é parceiro econômico e estratégico da Venezuela, mas as diretrizes do governo Dilma e do governo de Nicolás Maduro são bastante distintas, tanto na retórica quanto na prática.

Os conselhos populares são bolivarianos?
Não, e aqui o engano vai além do uso equivocado do adjetivo. Parte da Política Nacional de Participação Social, os conselhos populares seriam a base de um complexo sistema de participação social, com a finalidade de aprofundar o debate sobre políticas públicas com representantes da sociedade civil. Ao contrário do alegado por opositores, os conselhos de participação popular não são uma afronta à democracia representativa. Conforme observou o ex-ministro e fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira, os conselhos estabeleceriam “um mecanismo mais formal por meio do qual o governo poderá ouvir melhor as demandas e propostas [da população]”.

Minha amiga jornalista: por Marsílea Gombata

10/04/2018

Moro se faz de aloprado.

Os 4 governadores citados na Lava Jato que perderam foro privilegiado para disputar eleições...
Beto Richa, Gerlado Alckmin, Raimundo Colombo e Marconi Perillo perderam foro privilegiado

Quatro governadores citados ou denunciados pela Operação Lava Jato que renunciaram até o último final de semana para poder disputar outros cargos na eleição de 2018 perderam o foro privilegiado e poderiam ter seus processos enviados à primeira instância. O cenário se aplica a Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Raimundo Colombo (PSD-SC), cujos casos estavam a cargo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte que lida com processos contra governadores. Com a perda do foro privilegiado, os casos podem ser enviados a juízos de primeira instância, entre as quais a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sergio Moro, responsável pelas prisões arbitrárias. 

Com certeza essas quatro camaradas já negociaram o não risco de serem detidos.

09/04/2018

Lula livre

Instituto pede liminar a Marco Aurélio, do STF, que pode tirar Lula da prisão

Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O Instituto de Garantias Penais (IGP) apresentou na manhã desta segunda-feira um pedido ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele conceda uma liminar a fim de condicionar uma execução da pena a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proposta que poderia retirar da prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido do IGP, assinado pelo advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, requer também a concessão de uma cautelar para que se determine a "libertação daqueles presos com alicerce em fundamentação diversa". 
Desde sábado, Lula começou a cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado, após ter tido sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no processo do tríplex do Guarujá.
Após o STF negar pedido de habeas corpus para o ex-presidente permanecer em liberdade, o TRF-4 determinou a execução da pena de Lula ao argumentar que haviam sido encerados todos os recursos cabíveis naquela instância. A prisão foi determinada pelo juiz federal Sérgio Moro logo em seguida, na quinta-feira.
A petição apresentada por Kakay, se aceita, precisará ser referendada pelo plenário do STF. Ela foi proposta em uma das duas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), relatadas por Marco Aurélio, que questionam a possibilidade de se executar uma pena após o fim dos recursos em segunda instância.
O instituto tem atuado nessa ação como amicus curiae (amigo da corte), tendo autorização do STF para fazer manifestações e pedidos no processo, apresentado originalmente pelo Partido Ecológico Nacional (PEN).
Marco Aurélio afirmou na semana passada que vai levar esta semana as duas ações que tratam de execução da pena para julgamento no plenário do Supremo.

07/04/2018

Noticiário Mundial

O Mundo quer saber se o Brasil é perseguidor do PT ou quer limpar a corrupção.




Um editorial publicado pelo jornal francês ''Le Monde'' neste sábado (7) resume um dos poucos consensos internacionais a respeito da ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: depois desta decisão, a Justiça brasileira terá que provar ao mundo que sua mobilização contra a corrupção é capaz de atingir também a outros grupos políticos, e que não estava interessada apenas em perseguir o PT e Lula....

Ministros votam e Rosa Weber sugere mudar de opinião.

Ministro do STF diz que tendência é votar na quarta liminar para suspender prisões.

Lula se entrega e é preso pela Polícia Federal em São Bernardo
REYNALDO TUROLLO JR.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Marco Aurélio disse que a tendência é ele levar para análise do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) na próxima quarta-feira (11) um pedido de liminar que visa evitar prisões de condenados em segunda instância até que a corte decida sobre a constitucionalidade dessa medida.
A declaração foi concedida pelo ministro ao final da sessão plenária desta quinta (5), antes de ele saber que o juiz Sergio Moro havia decretado a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido de liminar foi apresentado por advogados em uma das duas ADCs (ações declaratórias de constitucionalidade) que discutem a chamada execução provisória da pena. As ações estão sob relatoria de Marco Aurélio.
A justificativa do pedido cautelar feito pelos advogados é que o julgamento do habeas corpus de Lula, na quarta (4), deixou claro que a maioria dos ministros do STF é contrária ao entendimento vigente de que é possível executar a pena após condenação em segundo grau.
"Quarta-feira tem sessão. A tendência é trazer [na próxima quarta]", disse Marco Aurélio a jornalistas.
Segundo ele, o fato novo que justifica a análise do pedido é que um dos ministros que votaram a favor da execução provisória em 2016, quando se firmou o atual entendimento, mudou de lado, o que deve inverter o placar de 6 a 5. Trata-se do ministro Gilmar Mendes.
Marco Aurélio também disse que a ministra Rosa Weber, cujo voto contrário à concessão de habeas corpus a Lula foi decisivo, foi "categórica" ao afirmar que votaria contra a execução provisória da pena se estivesse em julgamento uma ação que discutisse o tema de forma abstrata, como é o caso da ADC.
Marco Aurélio liberou as duas ADCs para julgamento em dezembro, mas a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, tem dito que não vai incluí-las na pauta de julgamentos. Questionado pelos jornalistas, o ministro disse que, para levar ao plenário o pedido de liminar, não precisa esperar a presidente.
"Posso trazer em mesa [colocar em votação]. Medida de urgência eu posso trazer. É uma hipótese. Eu vou ter que dar uma destinação ao pedido que [os advogados] formularam", disse o relator.
"O mérito, eu dependo para julgá-lo da designação de data pela presidente. Continuo convencido de que aquela celeuma toda não teria existido se em vez do habeas corpus [de Lula] tivéssemos julgado as ADCs."
O novo pedido cautelar chegou ao Supremo nesta quinta e é assinado por Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, Cláudio Pereira de Souza Neto e Ademar Borges de Sousa Filho, advogados que em 2016 ajuizaram a ADC em nome do PEN (Partido Ecológico Nacional).
Inicialmente, eles pediam para o Supremo reconhecer a constitucionalidade de um artigo do Código de Processo Penal que diz que ninguém pode ser preso antes do trânsito em julgado (esgotamento dos recursos).
Agora, eles pedem uma saída intermediária: que a pena possa ser executada não após o trânsito em julgado, mas após a análise dos recursos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), a terceira instância da Justiça.
Marco Aurélio descartou, inicialmente, tomar uma decisão de forma monocrática. "De início, eu sou avesso à atuação individual no processo objetivo [que trata do tema abstratamente]. Pelo regimento, eu posso implementar a medida acauteladora em processo objetivo no recesso, nas férias coletivas, isso é o que está autorizado, ou então em situação emergencial absoluta", disse.
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