24/02/2017

Oh Glória! Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação Timóteo

Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação Timóteo.


São Paulo - O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva - quando o investigado é levado a depor e liberado.
A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM - tem como destino os municípios).
Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter "emprestado" contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.
O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia. No dia da condução coercitiva, em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação.
"Eu sei o poder das trevas", afirmou em áudio.
O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição".

Fonte: Estadão.

Yunes afirma que Temer sabia que ele foi usado por Padilha como mula

Yunes (advogado) afirma que Temer sabia que ele foi usado por Padilha como mula.


O advogado José Yunes, amigo pessoal e ex-assessor de Michel Temer, afirmou em entrevista à coluna que o presidente sabia que Eliseu Padilha o havia usado como "uma mula", em 2014, para Lúcio Funaro repassar um "documento", possivelmente dinheiro.
Segundo Yunes contou à revista "Veja", Padilha o procurou em setembro de 2014 e pediu se uma pessoa poderia deixar no escritório dele, em São Paulo, um "documento", para que, depois, outra pessoa retirasse. Yunes diz ter permitido sem saber que se tratava de dinheiro.
Mais tarde, Yunes estava no escritório quando foi avisado pela secretária de que um homem de nome Lúcio viera deixar um envelope. Era Lúcio Funaro, o operador de Eduardo Cunha, preso desde o ano passado pela Lava-Jato.
Diz Yunes:
— Essa pessoa foi lá deixar o documento e se apresentou como Lúcio Funaro, falou um pouco sobre política e deixou o documento. Fui almoçar, depois a secretária disse que uma pessoa havia passado para buscar o pacote. E havia levado o pacote.
Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara.
— Ele me disse: "A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente". Perguntei: "Que Eduardo?". Ele respondeu: "Eduardo Cunha".
Após o episódio, Yunes foi pesquisar quem era Funaro. Ao ver que se tratava de um ex-doleiro, já preso no mensalão e envolvido em diferentes episódios de corrupção, procurou Temer.
— Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo (Temer) sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre (risos). Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o "currículo" dele. Nunca havia conhecido o Funaro — afirmou Yunes.
Em delação, Cláudio Melo, ex-executivo da Odebrecht, afirmou que Yunes recebeu em seu escritório, em dinheiro vivo, R$ 4 milhões que seriam parte de um repasse de R$ 10 milhões. Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência em dezembro, após a delação vir à tona.
Segundo Yunes, ele voltou a conversar sobre o assunto com Temer em dezembro, ao saber da delação da Odebrecht.
A coluna tentou contato com Eliseu Padilha, mas não obteve retorno.
À revista "Veja", Padilha afirmou não conhecer Funaro. No entanto, Yunes disse acreditar que Eliseu Padilha e Funaro tenham uma relação mais próxima.
— Eu acredito que Padilha e Funaro tenham um relacionamento mais estreito. Mas, com o Padilha, nunca toquei nesse assunto. Eu acho que ele deveria tocar no assunto até para se justificar.
Procurado, o Palácio do Planalto ainda não respondeu à coluna.
O Globo.POR GUILHERME AMADO

22/02/2017

Por problemas de saúde, José Serra pede demissão do Ministério de Relações Exteriores

Por problemas de saúde, José Serra pede demissão do Ministério de Relações Exteriores.


 chanceler José Serra entregou nesta quarta-feira (22) carta pedindo demissão do Ministério de Relações Exteriores. A informação foi confirmada pelo Planalto. O chanceler alegou problemas de saúde para pedir a exoneração do cargo.
Em carta divulgada pelo governo, Serra afirma que pede demissão "em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler."
Serra diz na carta que "segundo os médicos, o tempo para restabelecimento adequado é de pelo menos quatro meses." Não há detalhes sobre a doença do ex-ministro. No fim de dezembro, Serra foi submetido a uma cirurgia de descompressão e artrodese da coluna cervical.
O ex-ministro afirma ainda que seguirá no cargo de senador, "trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática do Brasil."

Citado na Lava Jato

Serra é um dos citados nas delações da construtora Odebrecht. O senador estaria ligado a um esquema de caixa dois em sua campanha presidencial no ano de 2010.
Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Lava Jato que a campanha do agora ministro recebeu R$ 23 milhões em doações ilícitas. Os executivos disseram que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e parte foi paga por meio de depósitos bancários realizados em contas no exterior. Oficialmente, a Odebrecht doou apenas R$ 2,4 milhões para a campanha de Serra.
Segundo os depoimentos de executivos da Odebrecht, a negociação para o repasse à campanha de Serra se deu com a direção nacional do PSDB à época, que, depois, teria distribuído parte do dinheiro entre outras candidaturas. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.
Sobre a acusação da Odebrecht, Serra disse, na época em que o fato foi divulgado, que a campanha dele durante a disputa a Presidência da República em 2010 foi conduzida em acordo com a legislação eleitoral em vigor. O tucano afirmou também que as finanças de sua disputa pelo Palácio do Planalto eram de responsabilidade do partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.
UOL

21/02/2017

Que Maravilha

Moraes defende prisão em 2ª instância e diz que será imparcial na Lava Jato.


Em sabatina no Senado para sua indicação a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes disse que vai atuar com "imparcialidade" em temas referentes à Operação Lava Jato que envolvam membros do governo Michel Temer (PMDB), caso seja aprovado para a vaga.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) quis saber se Moraes se declararia impedido de julgar casos envolvendo governistas por ser ministro da Justiça, atualmente licenciado do cargo. Moraes respondeu apenas que atuará com "imparcialidade".
Além do próprio presidente Temerministros do governo também são citados em delações de ex-executivos e em planilhas de repasse de valores da empreiteira Odebrecht. Todos negam irregularidades.
"Eu, se aprovado for, atuarei com absoluta imparcialidade e independência e, caso a caso que me chegar, analisarei nos termos do regimento interno [do STF] e do Código de Processo Civil se é caso de impedimento ou suspeição", disse Moraes.
O indicado ao STF afirmou que diversos ministros e ex-ministros da Suprema Corte possuíam atuação política antes de assumirem os cargos.
Moraes também afirmou que dificilmente atuará nos processos da Lava Jato. Isso porque, segundo ele, as ações da operação são julgadas pela 2ª Turma do STF, e a vaga para qual ele foi indicado é na 1ª Turma.
Em tese, Moraes atuaria apenas em processos da Lava Jato que fossem julgados no plenário do Supremo, hipótese prevista para ações que envolvam o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado.
Segundo o regimento do STF, Moraes seria o ministro revisor dos processos da Lava Jato na corte, podendo dar sugestões ao relatório do relator, documento que faz uma espécie de resumo dos fatos e provas de um processo.

Não há "desmonte" na Lava Jato

Ao responder à pergunta da senadora Regina Sousa (PT-PI), Moraes afirmou que não há "desmonte" da Operação Lava Jato e que os delegados que deixaram a operação o fizeram por assim terem solicitado, por motivo de promoção na carreira na Polícia Federal ou mudança para outros Estados.

"Não há nenhum desmonte", disse. "Todos os delegados que saíram nesse período foi por pedido", afirmou Moraes.

Ele disse ainda que deu apoio à operação durante sua gestão à frente do Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF é ligada administrativamente.

"No período que assumi o ministério nós reforçamos a Lava Jato com mais agentes, mais peritos, mais orçamento. Tanto que, já disse aqui, dois dos coordenadores [da Lava Jato] no Ministério Público elogiaram minha conduta enquanto ministro e minha indicação ao Supremo Tribunal Federal", disse Moraes.

Prisão em segunda instância

Anteriormente, Moraes havia afirmado ser favorável à prisão de condenados em segunda instância. "O princípio da presunção de inocência previsto na Constituição Federal não impede nem as prisões preventivas nem as prisões por decisão de segundo grau", disse.
O caso foi tratado recentemente pelo STF, e a prisão a partir da segunda instância passou por placar apertado de 6 votos a 5
Investigadores da Operação Lava Jato afirmam que a proibição de cumprimento de pena após a condenação em segunda instância poderia dificultar a realização de novas delações premiadas, o que poderia dificultar as investigações.
O argumento é de que se só puderem cumprir pena após os recursos chegarem ao STF e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), eventuais delatores apostariam em protelar os processos por meio de recursos judiciais.
Felipe Amorim (UOL)

20/02/2017

Jucá não obstruiu.

PF sugere que Lula, Dilma e Mercadante sejam denunciados em 1ª instância.


A Polícia Federal atribui aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff crime de obstrução de Justiça e ao ex-ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil e Educação) os crimes de tráfico de influência - e também obstrução de Justiça. Em relatório de 47 páginas o delegado de Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos, do Grupo de Inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, sugere que os ex-presidentes e o ex-senador e ex-ministro (Educação e Casa Civil) sejam denunciados criminalmente, mas em primeiro grau judicial - no âmbito da Justiça Federal do Distrito Federal - porque nenhum deles detém foro privilegiado na Corte máxima.
O relatório do inquérito foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, e ao procurador-geral da República Rodrigo Janot. Formalmente, a PF não indiciou Lula, Dilma e Mercadante, mas sustenta que "o conjunto probatório é suficiente".
Para a PF, ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016, a então presidente e seu antecessor - que com a medida de Dilma ganharia foro privilegiado no Supremo e, na prática, escaparia das mãos do juiz federal Sérgio Moro - provocaram "embaraço ao avanço da investigação da Operação Lava Jato".
A conclusão da PF ocorre na mesma semana em que o ministro Celso de Mello, do STF, deu sinal verde para a nomeação do ministro Moreira Franco - citado em delações de executivos da empreiteira Odebrecht - para a Secretaria-Geral da Casa Civil do governo Michel Temer.
A nomeação de Lula, então sob investigação da Lava Jato, foi barrada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. No caso de Aloizio Mercadante, a investigação foi baseada na gravação de uma conversa dele com o ex-chefe de gabinete do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS), Eduardo Marzagão. O ex-ministro teria demonstrado empenho em barrar a delação premiada de Delcídio. A PF crava que Mercadante provocou "embaraço à colaboração premiada do ex-senador Delcídio do Amaral".
O inquérito foi aberto para investigar simultaneamente três capítulos emblemáticos da Lava Jato: 1) o teor da conversa gravada entre Mercadante e o ex-chefe de gabinete de Delcídio no Senado, ocorrida em 28 de dezembro de 2015 - 33 dias depois da prisão de Delcídio; 2) a nomeação de Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma; 3) e a indicação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça, episódio envolvendo o ex-presidente da Corte, ministro Francisco Falcão.
Com relação aos ministros do STJ, o delegado da PF sugere desmembramento dos autos porque ambos desfrutam de foro especial no Supremo. A nomeação de Navarro para o STJ teria sido resultado de um plano, segundo a delação de Delcídio, para favorecer o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde junho de 2015 na Lava Jato.
Nessa parte da investigação que cita Navarro e Falcão, o delegado pretendia ouvir Odebrecht e também o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, além de Delcídio e Diogo Ferreira Rodrigues, que trabalhou no gabinete do ex-senador. Mas, com os desdobramentos da delação premiada do ex-presidente da Odebrecht - atualmente, preso em Curitiba -, Cajado considerou oportuno aguardar que se dê publicidade às revelações do empreiteiro.
Ao se referir especificamente a Mercadante e à gravação, a PF diz. "Os conteúdos das conversas são reveladores." Os diálogos foram gravados por Marzagão. Na ocasião, Delcídio já sinalizava que pretendia fazer uma delação premiada.
O ex-senador foi preso em flagrante no dia 25 de novembro de 2015, por ordem do Supremo Tribunal Federal, sob acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró - o próprio Delcídio foi gravado pelo filho de Cerveró tramando até uma possível fuga do ex-diretor da estatal petrolífera para o exterior.

Estadão (fonte)

17/02/2017

Moro nega pedido para acessar doações a institutos de FHC, Sarney e Itamar

Moro nega pedido para acessar doações a institutos de FHC, Sarney e Itamar

Para o magistrado, "a solicitação implicaria a quebra do sigilo fiscal das fundações ou institutos em questão"

O juiz Sérgio Moro negou nesta sexta-feira, 17, o pedido da defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para solicitar às próprias entidades e à Receita Federal a relação de todas as empresas que doaram para os institutos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso(PSDB), Itamar Franco (morto em 2011) e José Sarney (PMDB).

Para o magistrado, "a solicitação junto à Receita implicaria a quebra do sigilo fiscal das fundações ou institutos em questão sem indícios de seu envolvimento em ilícitos". O magistrado, contudo, apontou que a defesa de Okamotto pode solicitar as informações sobre as doações diretamente para os institutos, sem a determinação do juiz.
"Caberá às entidades em questão atender ou não ao requerimento da Defesa acerca desses dados", seguiu Moro ressaltando que "a intimação judicial não seria apropriada, pois seria interpretada como tendo efeito coercitivo, o que representaria igualmente uma quebra de sigilo das entidades sem base indiciária de crimes".
Fonte Época.

15/02/2017

PEC pode dar a Maia (e) e Eunício (d) benefícios semelhantes aos que Temer tem

Ele ataca novamente: 

Jucá recua e retira tramitação de PEC que blinda comando do Congresso.


A assessoria de imprensa do senador Romero Jucá (PMDB-RR) anunciou na noite desta quarta-feira (15) que ele solicitou a retirada da tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 3 de 2017, que pode blindar os membros da linha sucessória da presidência da República.
Ao longo do dia, o líder do governo no Congresso reuniu 29 assinaturas (duas a mais do que as 27 necessárias) e protocolou a matéria de sua autoria no plenário, mas segundo sua equipe de comunicação, ele recuou após receber um pedido do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), seu colega de partido e o principal beneficiado com o êxito da PEC.
O projeto beneficiaria diretamente Eunicio e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dando a eles a mesma imunidade do presidente da República, Michel Temer. Segundo o projeto, membros da linha sucessória da presidência não poderiam ser investigados por ações fora de seu período de mandato. A Constituição já prevê esse benefício ao mandatário da República, e a ideia de Jucá era estender o privilégio aos chefes do Congresso.
Eunício Oliveira e Rodrigo Maia são citados em delações premiadas no âmbito da Lava Jato. A iniciativa de Jucá ocorre dias após a homologação da delação da Odebrecht e na eminência da quebra de sigilo dos acordos.
UOL fonte.

LULA DISPARA E LIDERA PESQUISA COM 30,5%

LULA DISPARA E LIDERA PESQUISA COM 30,5%. Fevereiro 2017


Perseguição judicial, que ficou escancarada com a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal, não foi suficiente para derrubar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; pesquisa CNT/MDA mostra que Lula lidera a preferência do eleitor brasileiro, com 30,5% de intenções de voto; a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) brigam pelo segundo lugar, com 11,8% e 11,3%, respectivamente; senador Aécio Neves (PSDB), articulador do golpe, aparece em terceiro, com 10,1%; Ciro Gomes (PDT) vem em quarto lugar, com 5%; Michel Temer tem apenas 3,7% de intenções; Lula lidera em todos os cenários para primeiro turno.
Inf. 247

247 - A pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta quarta-feira, 15, confirma os motivos da caçada judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Perseguição que ficou escancarada com a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal, não foi suficiente para derrubar o ex-presidente.
Segundo a pesquisa, Lula está na liderança na preferência do eleitor brasileiro, com 30,5% de intenções de voto. A ex-senadora Marina Silva (Rede) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) brigam pelo segundo lugar, com 11,8% e 11,3%, respectivamente.
Senador Aécio Neves (PSDB), articulador do golpe, aparece em terceiro, com 10,1%. Ciro Gomes (PDT) vem em quarto lugar, com 5%; Michel Temer tem apenas 3,7% de intenções.
Lula lidera em todos os três cenários propostos para o primeiro turno com percentuais de 30,5% a 32,8%. Marina Silva e Jair Bolsonaro aparecem nos três cenários, enquanto Aécio Neves e Geraldo Alckmin são apontados como candidatos do PSDB. Marina, Bolsonaro, Aécio e Alckmin aparecem empatados tecnicamente, pela margem de erro, em todos os cenários. Marina varia entre 11,8% a 13,9%. Bolsonaro vai de 11,3% a 12%. Aécio varia de 10,1% a 12,1%. Alckmin tem 9,1% no cenário em que seu nome foi apresentado.
Rejeição a Temer aumenta
A mesma pesquisa CNT/MDA mostra que a aprovação de Michel Temer caiu para 10,3%, ante 14,6% em outubro de 2016. Já a avaliação negativa do governo subiu de 36,7% para 44,1%. A desaprovação do modo de governar de Temer passou de 51,4% para 62,4% (leia mais).
Aumento da rejeição a Temer e Lula liderando preferência do eleitor mostram que o brasileiro de fato está com saudade da era Lula. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, feita em 2010, o período de junho de 2003 a julho de 2008 foi a fase de maior expansão para a economia brasileira dos últimos 30 anos. 
Dados considerados a partir de 1980 mostram que o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.

De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.

Moraes já defendeu Cunha

Início do abafa Moraes a Lava Jato. Moraes já defendeu Cunha


O comentário de Moraes foi feito durante almoço com nove senadores do "bloco moderador", composto por PR, PTB, PTC, PSC e PRB, uma semana após o ministro do STF Gilmar Mendes ter criticado as "alongadas prisões" decretadas pela Justiça de primeira instância no curso da Operação Lava Jato.

Na ocasião, Gilmar afirmou que essas detenções estão em conflito com a jurisprudência do STF, afirmação que foi interpretada, nos bastidores, como senha para que a Corte relaxe a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), detido desde outubro.Moraes já defendeu Cunha e, nas conversas com senadores, tem dito que o papel do advogado não pode ser confundido com o do promotor ou o do juiz.

Redação

14/02/2017

Decisão de Moro de proibir gravação de audiências causa polêmica

Decisão de Moro de proibir gravação de audiências causa polêmica




SÃO PAULO— A decisão do juiz Sérgio Moro de proibir as defesas de gravar as audiências, tomada no processo movido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, causa polêmica com os advogados dos envolvidos na ação. A defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, contestou a decisão do juiz. Em petição apresentada ao Moro, o advogado Fernando Fernandes afirma que a medida foi arbitrária, já que o artigo 367 do Código de Processo Civil permite, expressamente, que audiências sejam gravadas por qualquer das partes, independentemente de autorização judicial. O artigo afirma que a audiência poderá ser integralmente gravada "em imagem e em áudio" e afirma que ela pode ser feita por qualquer das partes "independentemente de autorização judicial".

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Os processos julgados por Moro são criminais, não cíveis. Na última quinta-feira, Moro consignou em ata a advertência aos advogados. "Ao final, Juízo destacou que, na última audiência, houve uma grave irregularidade consistente na gravação de video da audiência por um dos presentes sem que tivesse havido autorização do Juízo. conteúdo da gravação irrelevante, mas ainda assim trata-se de irregularidade que não deve se repetir. Nenhuma parte tem direito de gravar áudio ou vídeo da audiência sem autorização expressa deste Juízo. Então fica advertida as partes, com base no art. 251 do CPP que não promovam gravações de video da audiência sem autorização do Juízo".

A gravação a que Moro se refere foi feita na audiência do dia 16 de dezembro, quando foi ouvido José Afonso Pinheiro, ex-zelador do edifício Solaris, no Guarujá (SP), onde fica o tríplex que, segundo a força-tarefa da Lava-Jato, foi um benefício dado a Lula pela empreiteira OAS. Pinheiro, que trabalhava no condomínio durante as obras no triplex, foi demitido em abril do ano passado e irritou-se com uma pergunta dos advogados do petista sobre sua candidatura a vereador na cidade de Santos (SP). Pinheiro chegou a afirmar que os advogados de Lula são um “bando de lixo”. Moro interrompeu e pediu que o zelador se acalmasse.

No dia seguinte, circulou na internet um vídeo com um trecho da conversa entre Moro e um dos advogados de Lula, que não fazia parte da gravação oficial. Nele, Moro pergunta aos advogados de Lula se a testemunha iria sofrer "queixa-crime ou ação de indenização". O advogado de Lula rebate: "Não sei, o senhor está advogando alguma coisa para ela?"

A defesa de Okamotto diz que a proibição causou "grande estranheza" porque Moro não "destina profundo apreço pelo sigilo processual" e lembra a divulgação de interceptações telefônicas do processo que não interessavam como prova, referindo-se à conversa entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, na qual falam sobre a posse dele na Casa Civil. Na época, as gravações foram juntadas justamente ao inquérito que investigava as atividades do Instituto Lula.

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Para o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, José Rogério Cruz e Tucci, fica a critério do juiz decidir se as audiências podem ou não ser gravadas, desde que fundamente sua decisão.

- O juiz tem que zelar pelo processo e cabe a ele decidir, desde que fundamente sua decisão. Uma gravação pode conspirar contra uma das partes, dependendo de como é divulgada, pode deturpar o o acontecido durante a audiência - explica o professor.

DEFESA QUER QUE SARNEY SEJA OUVIDO

No mesmo documento, a defesa pede a Moro que intime o ex-presidente José Sarney no Distrito Federal. Afirma que não sabia que ele havia se mudado do Maranhão. Sarney foi arrolado como testemunha no processo em que o ex-presidente Lula é acusado de ter recebido benefício ilícito da OAS com o pagamento da armazenagem do acervo presidencial, entre 2011 e 2015. Sarney havia sido procurado por oficiais de Justiça em dois endereços no Maranhão, em São Luís e na Ilha de Curupu, sem sucesso.

POR 

13/02/2017

Sérgio Moro: Doutor, respeite o Juízo. Defesa: Vossa excelência respeite então a ordem processual.

Defesa de Lula: Mas as suas perguntas são as perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz.



Veja o trecho completo do diálogo:
Defesa: Há um limite excelência.
Sérgio Moro: Eu estou fazendo as perguntas.
Defesa: Vossa excelência está insistindo.
Sérgio Moro: Eu estou fazendo as perguntas, doutor. Não estou induzindo a testemunha.
Defesa: É a quinta pergunta. Ele já respondeu.
Sérgio Moro: Eu ouvi pacientemente as perguntas da defesa e do Ministério Público, eu estou fazendo as minhas perguntas. Certo?
Defesa de Lula: Mas as suas perguntas são as perguntas de um inquisidor, e não as perguntas de um juiz.
Sérgio Moro: Doutor, respeite o Juízo.
Defesa: Vossa excelência respeite então a ordem processual.
Sérgio Moro: respeite o juízo.

O advogado Cristiano Zanin Martins disse que a defesa fez o seu papel alertando o juiz que ele não poderia insistir em uma pergunta já respondida, “como se buscasse um novo posicionamento”.

“Em todas as audiências o juiz fez perguntas às testemunhas e todas elas, sem exceção, buscavam favorecer a acusação, jamais a defesa”, diz a nota enviada pelo advogado.
Ainda de acordo com a nota, a defesa “arguiu a suspeição do juiz indicando dez fatos concretos que mostram que ele perdeu a imparcialidade para julgar o ex-presidente Lula, de modo que sua atuação se confunde com a dos acusadores”.

O juiz federal Sérgio Moro não vai se pronunciar.

O advogado Anderson Bezerra Lopes, que estava na audiência representando o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto, disse que a lei processual estabelece que o juiz deve questionar uma testemunha apenas para esclarecer algum ponto que não tenha ficado claro, depois das perguntas da acusação e da defesa. “O que se vê nas audiências é o juiz Sérgio Moro assumir claramente o papel da acusação, reiterando perguntas de cunho acusador e investigatório”, declarou o advogado por meio de nota.

10/02/2017

Moraes passa por 'sabatina informal' em barco de senador

Brasília - Um grupo de oito senadores fez uma "sabatina informal" com o ministro licenciado da Justiça Alexandre de Moraes, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no barco do senador Wilder Morais (PP-GO), em Brasília, na terça-feira, 7.


Conforme antecipou a Coluna do Estadão, o encontro aconteceu na chalana Champagne, casa flutuante de Wilder. Moraes chegou uma hora atrasado, acompanhado de Sandro Mabel, assessor especial do presidente Michel Temer.
Também participaram do jantar os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG). Desses, dois são membros titulares da CCJ, Wilder e Lira, e dois são suplentes, Petecão e Cassol.
Moraes não quis responder sobre temas relacionados à Lava Jato. "O clima foi tenso. Todos fizeram muitas perguntas, mais duras do que as que serão feitas na sabatina da CCJ", disse um dos senadores presentes.
Apesar de não ter falado abertamente, o ministro licenciado teria demonstrado ser a favor do entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância, que permite que réus possam ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes na Justiça - ele já defendeu a tese em livro. Moraes também sinalizou ser contra a legalização das drogas.
Sobre a acusação de que teria envolvimento com o PCC, disse que houve uma associação equivocada, com base em reportagem publicada na imprensa.
Em 2015, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que o então secretário da Segurança de São Paulo aparecia no Tribunal de Justiça como advogado em pelo menos 123 processos na área civil de uma cooperativa citada em investigação que apura suposta formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ministro do STF decide nesta sexta sobre nomeação de Moreira para ministério Leia mais sobre. Daremos em primeira mão. https://blogrotadecolisao.blogspot.com.br/

MP investiga fraude na Linha 4 do Metrô paulista e desvio de pelo menos R$ 47 milhões

Relatório lista 29 irregularidades e 50 funcionários do Metrô e da Corsan Corviam que devem ser investigados

Ministério Público Estadual (MPE) investiga um esquema defraude e superfaturamento em dois trechos das obras da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo que teria desviado ao menos R$ 47,8 milhões. Os promotores identificaram pagamentos milionários feitos pela estatal paulista ao consórcio espanhol Corsan Corviam durante meses em que a construção ficou completamente paralisada, entre 2014 e 2015.

Fraudes
Em um dos casos, a investigação aponta que as obras do trecho 2 da Linha 4 (Estação Vila Sônia e extensão) pararam totalmente a partir de novembro de 2014, mas já não tinham nenhuma evolução física desde agosto daquele ano.
Mesmo com o canteiro completamente paralisado, foram repassados pelo Metrô ao consórcio R$ 12,6 milhões, segundo os promotores. O contrato com a Corsan Corviam foi assinado em 2012. De acordo com o MPE, desde novembro de 2013 o trecho 2 "andou" apenas 3%, mas o Metrô desembolsou R$ 55,3 milhões, valor que correspondia a 14,3% do custo total.
Já na Estação São Paulo-Morumbi, as obras pararam em março de 2014, mas continuaram recebendo repasses por mais de um ano, ainda segundo o relatório da Promotoria. "Foram feitas 16 medições após a interrupção. Constatamos pelo menos 11 repasses que totalizaram R$ 8,5 milhões. No mês de março de 2015, houve um pagamento de mais de R$ 1,4 milhão para obras no trecho - parado há mais de um ano."
Outra irregularidade foi constatada na Estação Oscar Freire, nos Jardins.
Um relatório de maio de 2015 diz que as obras estavam praticamente paradas, sem nenhum avanço físico. O Metrô, porém, executou sete pagamentos que totalizaram R$ 377,6 mil após a interrupção dos trabalhos. No terminal e no pátio de manobra da Vila Sônia, o relatório diz que, apesar de "ausência de atividades e baixa mobilização de mão de obra", foram repassados R$ 338 mil e depois R$ 743 mil com base em medições fraudadas.

Ministro do STF decide nesta sexta sobre nomeação de Moreira para ministério Leia mais sobre

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BRASÍLIA — O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai julgar nesta sexta-feira as ações apresentadas pelo PSOL e pela Rede contra a nomeação de Moreira Franco para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. O peemedebista está com a sua situação no governo indefinida desde a última quarta-feira, quando uma liminar de um juiz federal em Brasília suspendeu sua nomeação para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Nesta quinta-feira pela manhã, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília, revogou a decisão, permitindo que ele voltasse ao posto. Em seguida, nova reviravolta: uma juíza federal do Rio de Janeiro concedeu outra liminar impedindo que ele seja ministro. À noite, mais uma liminar, da Justiça Federal do Amapá, também suspendeu a nomeação.
Existem no STF duas ações, apresentadas pelo PSOL e pela Rede, contra a nomeação de Moreira Franco. Ontem, Celso de Mello prometeu julgá-las até esta sexta-feira. Ele já recebeu um memorial sobre o assunto da advogada-geral da União, Grace Maria Fernandes. Antes de decidir, Celso de Mello vai levar em consideração os argumentos do governo e da oposição. Ele explicou que os juízes que deram liminar até agora estão no exercício correto da função, porque eram ações populares. O foro desse tipo de ação é a primeira instância da Justiça Federal.
- Os juízes de primeiro grau têm competência em sede de ação popular. Mandado de segurança obviamente deve ser no Supremo, porque o ato apontado como coator emana do presidente da República - declarou.
Nas ações ajuizadas no STF, os partidos argumentam que a nomeação não tem a finalidade de aprimorar o corpo técnico da equipe de Michel Temer, mas sim de dar a Moreira Franco o direito ao foro especial. O nome do político foi citado na delação premiada dos executivos da Odebrecht, o que poderá gerar novos inquéritos na Lava-Jato.
"O ato praticado implica intervenção direta, por ato do presidente da República, em órgãos do Poder Judiciário, com deslocamento de competência e obstrução da Justiça. As investigações contra Moreira Franco, que tramitam perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, seriam deslocadas para a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, instância onde tramitam as investigações da Lava-Jato dos privilegiados pelo foro", argumenta o PSOL na ação.
Com a situação profissional em suspenso, Moreira Franco suspendeu a agenda de trabalho e ficou em casa à espera de uma definição jurídica. Um assessor presidencial disse ao GLOBO que a expectativa de Michel Temer era de que Celso de Mello restabelecesse Moreira no posto de ministro. Temer chegou a ser aconselhado por auxiliares a sugerir uma licença a Moreira até que sua situação se resolvesse. No entanto, o governo prefere apostar numa definição do STF.
Quando soube da segunda liminar suspendendo a atuação de Moreira, Temer se mostrou "indignado", segundo relatos de auxiliares, com a justificativa da juíza Regina Coeli Formisano, da 6ª Vara Federal do Rio. Em sua decisão, a juíza pediu "perdão" a Temer pela "insurgência", mas alegou que estava sendo leal a lições de Direito aprendidas com ele. Temer chegou a pensar em responder a Regina Coeli Formisano, mas acabou sendo contido pelos auxiliares.
"Peço, humildemente, perdão ao Presidente Temer pela insurgência, mas por pura lealdade às suas lições de Direito Constitucional. Perdoe-me por ser fiel aos seus ensinamentos ainda gravados na minha memória, mas também nos livros que editou e nos quais estudei. Não só aprendi com elas, mas, também acreditei nelas e essa é a verdadeira forma de aprendizado", escreveu a juíza em sua decisão.
Regina Coeli foi um dos magistrados que suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministro da Casa Civil, em março do ano passado. A juíza viu na nomeação de Moreira o mesmo propósito de garantir foro privilegiado: "Tudo leva a esse entendimento, especialmente pelo fato de que referida recriação de ministério já extinto, em cumprimento a promessas de redução da estrutura estatal, ter-se dado de forma açodada e através de Medida Provisória, que tem por pré-requisito providências urgentes e inadiáveis".
A magistrada disse ter conhecimento da distribuição de diversas ações similares por todo o país pedindo a suspensão da nomeação e comparou a atitude de Temer ao nomear Moreira com a de Dilma ao indicar Lula.
"Por outro lado, também não se afigura coerente, que suas promessas ao assumir o mais alto posto da Republica sejam traídas, exatamente por quem as lançou no rol de esperança dos brasileiros, que hoje encontram-se indignados e perplexos ao ver o seu Presidente, adotar a mesma postura da ex-presidente impedida e que pretendia também blindar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", anotou a juíza.
À noite, o juiz Anselmo Gonçalves da Silva, da 1ª Vara Federal da Macapá, também concedeu liminar para suspender a nomeação de Moreira. A decisão do juiz de Macapá foi tomada a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para o parlamentar, a nomeação foi um episódio de "abuso imoral e escancarado" em que o presidente Michel Temer fez a nomeação para poder dar foro especial a Moreira Franco. Ele escreveu que o quadro é de "resplandecente desvio de finalidade".


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