29/12/2016

Erros do juiz em processo contra Lula

Moro é "suspeito" para julgar ex-presidente por, entre outras irregularidades, produzir provas em favor do MP e impedir a defesa de usar a palavra

A primeira audiência do caso contra Lula, realizada nesta segunda (21), em Curitiba (PR), foi marcada por um intenso bate-boca entre o juiz federal Sergio Moro e os advogados do ex-presidente. A maioria dos veículos da grande mídia reportaram o episódio de maneira discreta e sem apontar os "erros" e"arbitrariedades" cometidos por Moro durante o depoimento do senador cassado Delcídio do Amaral.
A defesa não se intimidou diante das decisões de Moro e disse, na cara do magistrado, que ele é "suspeito" para julgar Lula justamente por adotar uma postura que beneficia o Ministério Público Federal em suas acusações, além de ser muito subjetivo na interpretação do Código Penal – chegando a extrapolar suas funções e afrontar o Supremo Tribunal Federal – o que significaria um "cerceamento do direito de defesa".
Os advogados de Lula também denotaram que estão certos em processar Moro por seu comportamento permissivo e por produzir provas para a acusação, por induzir as respostas da testemunha contra o ex-presidente e por fazer seus questionamentos depois da defesa – sem permitir novos esclarecimentos em favor da defesa.
Além disso, Moro também incluiu questões que não estão na ação sobre o apartamento do Guarujá – como a suposta tentativa de obstrução da Lava Jato pelo ex-presidente em conluio com Delcídio, investigada pelo Supremo.
Já no primeiro vídeo da audiência, divulgado pelo Estadão, o clima esquentou entre Moro e os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Batochio.
Tudo começou porque Moro impediu a defesa de produzir uma série de provas que, analisadas num contexto mais amplo, mostrariam, por exemplo, que Lula, enquanto presidente, não favoreceu a OAS em detrimento de outras empresas e que, na Petrobras, o ex-presidente não atuava diretamente no processo de contratação de obras e serviços. Entre os requerimentos rejeitados estava o levantamento de todas as licitações da estatal nos últimos 13 anos.
O juiz negou esses procedimentos à defesa alegando que a acusação do Ministério Público contra Lula se resume a três contratos entre OAS e Petrobras para obras nas refinarias de Abreu e Lima e Getúlio Vargas, que somariam R$ 87 milhões em propinas pagas aos ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Os procuradores alegam que Lula se beneficiou desse esquema na Petrobras de três maneiras: primeiro, garantiu governabilidade, pois a propina abastecia o caixa de partidos aliados. Depois, recebeu da OAS, como contrapartida pessoal e de maneira oculta, o apartamento no Guarujá e pouco mais de R$ 1 milhão que foram gastos pelo grupo na manutenção do acervo presidencial.
Mas, durante a inquirição de Delcídio do Amaral, a Procuradoria da República começou a ampliar o escopo da acusação e fazer perguntas genéricas, chegando, até mesmo, a abordar o caso do sítio de Atibaia, que nada tem a ver com o processo em questão.
Quando o MP questionou, de maneira ampla, a relação de Lula com empresários, Zanin – que já havia dito a Moro que não era "razoável" que a acusação pudesse produzir provas fora do escopo da acusação, e a defesa, não – interrompeu a audiência com uma questão de ordem.
Zanin: Vossa Excelência, pela ordem, estamos falando de três contratos celebrados com uma empreiteira.
Moro: É o contexto. Vamos colocar uma coisa assim: existe uma dinâmica na audiência, a defesa pode perguntar, mas se houver interferência da defesa toda hora na inquisição... Vamos encerrar no final do dia!
Zanin: Eu gostaria que vossa excelência me ouvisse...
Moro: Existe um contexto, doutor, e essa pergunta está dentro do contexto.
Zanin: Vossa Excelência permite que eu faça uma ponderação sem ser interrompido? Eu gostaria de fazer uma questão de ordem. Quando nós pedimos a produção de provas, vossa Excelência foi muito claro ao dizer que a acusação se restringia a três contratos...
Moro: A defesa exigiu a cópia de todas as atas de licitações dos contratos da Petrobras em 13 anos. É diferente de o Ministério Público fazer uma pergunta à testemunha nesse momento.
Zanin: Excelência, nós pedimos...
Moro: Está indeferida, doutor, essa questão.
Zanin: É que eu gostaria de, pelo menos, fazer as ponderações sem que Vossa Excelência interferisse...
Moro: No momento próprio, a defesa pode fazer as ponderações. Agora estamos ouvindo as testemunhas e a palavra está com o Ministério Público.
Zanin: Mas é uma questão de ordem, Excelência, e Vossa Excelência tem que me ouvir! É uma questão de ordem!
Moro: A defesa, pelo jeito, vai ficar levantando questão de ordem a cada dois minutos! É inapropriado, doutor. Está tumultuando a audiência!!!
Batochio: Pode ser inapropriado, mas é perfeitamente jurídico e legal. O juiz preside, o regime é presidencialista, mas o juiz não é o dono do processo. Aqui os limites são a lei. A lei é a medida de todas as coisas. E a lei, no processo, disciplina esta audiência. A defesa tem direito de fazer uso da palavra pela ordem para arguir questão de ordem. Ou, se Vossa Excelência quiser eliminar a defesa - e eu imaginei que isso tivesse sido sepultado em 1945 (...). Se Vossa Excelência quiser suprimir a defesa, acho que não tem necessidade nenhuma de continuarmos essa audiência.
Moro: Doutor, a defesa está tumultuando, apresentando questão de ordem atrás de questão de ordem, não permitindo que o Ministério Publico produza a prova. Tanto o Ministério Público tem direito de produzir a prova, quanto a defesa.
Terceiro advogado: Na verdade, o que queremos impedir é o induzimento da resposta. Que o doutor faça perguntas que não tem relação com a causa. A causa está delimitada a três contratos.
Moro: Doutor, essa questão já foi apreciada. Há um contexto, e o Juízo está permitindo.
Terceiro advogado: Contexto? Que contexto?! Esse contexto só existe na cabeça de Vossa Excelência! O contexto, para nós, é a denúncia. Pedimos que o Ministério Público se restrinja à denúncia...
A discussão começa a partir dos 21 minutos do vídeo abaixo.
O clima continuou tenso durante a fase em que a defesa fez questionamento a Delcídio, momento em que o senador cassado não apresentou provas materiais das alegações que faz contra Lula. Ao Ministério Público, ele também afirmou que nunca conversou com o ex-presidente sobre ilicitudes e que tudo que sabe e relatou em sua delação premiada, ele "ouviu dizer" de pessoas com acesso à Petrobras.

Moro, o procurador-juiz

Ao final da audiência, Moro decidiu fazer questionamentos a Delcídio. A banca de advogados de Lula reclamou porque, dessa maneira, o juiz impediu a ampla defesa, já que não poderiam ser feitas novas perguntas em favor do ex-presidente. Batochio chegou a dizer que isso era uma aberração diante da devida interpretação do Código Penal. Moro rebateu dizendo que a interpretação cabe a ele fazer. Os advogados também apontaram que o magistrado "colocou palavras na boca da testemunha", induzindo o interrogatório sobre corrupção na Petrobras.
"A suspeição de Vossa Excelência (apresentada em ação no TRF-4) resulta exatamente disso. É que Vossa Excelência se coloca na posição do Ministério Público. Vossa Excelência, que não pode produzir provas na audiência, quer produzir provas! Está trazendo para o processo questões que não foram objeto de questionamentos nessa audiência. É por isso que Vossa Excelência continua sendo suspeito", exclamou um dos advogados.
O confronto voltou a ser explosivo quando Moro quis ouvir Delcídio sobre a participação de Lula na tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró. A defesa do senador cassado e do ex-presidente pediram que isso não fosse abordado porque é um caso que corre sob batuta do Supremo. "O Supremo disse que Vossa Excelência não tem competência para tratar desse caso. Vossa Excelência está afrontando o Supremo agora", comentou Zanin. "Mas há um contexto que o Juízo reputa relevante e por isso estou fazendo a pergunta", rebateu Moro.
A resposta de Delcidio foi que Lula, "uma vez", comentou com ele que estava preocupado com a situação de José Carlos Bumlai na Lava Jato, inclusive quanto à possibilidade de ele ser delatado por Cerveró. À Procuradoria, ele já havia dito que tentou comprar o silêncio de Cerveró a mando de Lula. Mas há uma série de indícios demonstrando que, na verdade, Delcídio, que atuava na Petrobras desde FHC, estava tentando salvar a si próprio e, pego em flagrante, centrou sua delação em Lula para sair da prisão.
Ao final da audiência, a defesa de Lula se disse "satisfeita" com o fato de todas as cinco testemunhas ouvidas (além de Delcídio, empresários) não terem apresentado provas de que ele é dono do apartamento.
Batochio, porém, avaliou que tudo indica que Moro vai condenar o ex-presidente "pelo contexto probatório", embora a "prova incriminadora", no processo, seja "zero".
por Cíntia Alves, do Jornal GGN

28/12/2016

Juiz Moro parte ll. O que a imprensa não fala. Seus erros grotescos.

Supremo e TRF-4 apontam ao menos 18 erros de Moro na "lava jato"


O juiz federal Sergio Fernando Moro manteve prisões com fundamentos genéricos, tenta aplicar uma espécie de juízo universal e violou competência do Supremo Tribunal Federal ao deixar de enviar à corte investigação que citava autoridades com prerrogativa de foro. Para quem não acompanha de perto a famosa “lava jato”, essas afirmações podem parecer tiradas da recente carta de advogados contrários a medidas tomadas na operação. Todas elas, porém, são conclusões do STF, onde ao menos 11 decisões de Moro foram derrubadas entre 2014 e o início de 2016.
Levantamento da revista Consultor Jurídico identificou outras sete determinações reformadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região desde que os processos entraram na 13ª Vara Federal de Curitiba (veja quadro abaixo). Como a maioria dos recursos foi negada, o caso continua em andamento e está próximo de completar dois anos, sem indícios de chegar ao fim.
Advogados apostam que ainda será reconhecida a nulidade de dados sobre contas bancárias na Suíça usadas pelo Ministério Público Federal. O tratado de cooperação jurídica entre o Brasil e a Suíça para matéria penal define que cabe às autoridades centrais dos países fazer pedidos e autorizar a troca de documentos. Mas o MPF trouxe da Suíça documentos sem aval do Ministério da Justiça.
Para o procurador regional da República Vladimir Aras, não houve problema no procedimento, por considerar que contatos prévios com as autoridades suíças permitiram a solicitação de dados “precisos, adequados e completos”.
Uma série de procedimentos da “lava jato” também já foi alvo de questionamentos, como relatou a ConJur. Advogados reclamam de vazamentos seletivos, dizem que a Polícia Federal demorou a informar indícios de envolvimento de deputados federais, apontam disparidade de armas em relação ao MPF e avaliam até que Sergio Moro complementa o trabalho da força-tarefa, com perguntas parciais – segundo cálculos dadefesa da empreiteira OAS, o juiz fez 2.297 questionamentos durante as audiências, enquanto os procuradores fizeram 953.
Em seus despachos, Moro nega prejudicar a defesa. Membros do MPF, por sua vez, reforçam que a maioria dos atos do juiz foi mantida por tribunais superiores até agora. Em julho de 2015, levantamento da força-tarefa concluiu que advogados de defesa só haviam ganhado 3% dos recursos até então. No Superior Tribunal de Justiça, nenhum argumento passou.
Lupa nos atos processuais
O Supremo acabou intervindo para liberar investigados presos em caráter preventivo, mesmo antes que tribunais inferiores analisassem pedidos de Habeas Corpus em colegiado, como é praxe na corte. “É verdade que sobejam elementos indicativos de materialidade e autoria de crimes graves”, reconheceu o ministro Teori Zavascki ao analisar a prisão do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, em fevereiro de 2015.
“Porém, o magistrado de primeira instância restringiu-se a valorar a existência de indícios de que o investigado manteria expressiva quantidade de dinheiro no exterior e poderia, em razão disso, fugir do país, subtraindo-se à jurisdição criminal. Não houve, contudo, a indicação de atos concretos atribuídos ao paciente que demonstrem sua intenção de furtar-se à aplicação da lei penal”, afirmou Zavascki em voto seguido por unanimidade na 2ª Turma do STF.
O entendimento abriu caminho para outras 14 solturas, em seis decisões posteriores. Em abril, o ministro Gilmar Mendes afirmou que “o clamor público não sustenta a prisão preventiva”, mesmo que a liberdade de acusados gere sensação de impunidade. No último dia 15 de janeiro, foi o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do tribunal, quem constatou “constrangimento ilegal na manutenção da segregação cautelar” do publicitário Ricardo Hoffmann. O ministro considerou suficientes medidas cautelares como entrega do passaporte, recolhimento domiciliar e proibição de contato com outros réus.
Maior repercussão teve a decisão do Supremo de fatiar a “lava jato”, considerando que outros juízos deveriam analisar “filhotes” do caso. “Nenhum órgão jurisdicional pode se arvorar de juízo universal de todo e qualquer crime relacionado a desvio de verbas para fins político-partidários, à revelia das regras de competência”, declarou o ministro Dias Toffoli.
No TRF-4, foram derrubados decretos de prisão preventiva baseados em notícias de jornais. Em abril de 2015, Moro entendeu que a medida era necessária diante de relatos de encontros entre advogados de investigados com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O juiz assinou a ordem de ofício, sem ser provocado, por entender que os veículos de imprensa têm “credibilidade”.

"Moro cometeu um erro grave", diz ex-procurador do mensalão sobre grampos

27/12/2016

Sérgio Moro - O mito da mentira

Família Moro fundadora do PSDB na cidade de Maringá no Paraná.

Se alguém suspeita de parcialidade da Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário na caça aos corruptos deve comparar a Lava Jato com o quase esquecido Escândalo Banestado para tirar sua conclusão.
Foi o escândalo da hora na Era FHC, entre 1996 e 2003, também nas mãos do juiz Sérgio Moro, mas sem a pirotecnia do Petrolão.
Nele, apurou-se que 124 bilhões de dólares foram levados e lavados no exterior.
“Tenho convicção que a Lava Jato pegará Renan (Calheiros, presidente do Senado), Jucá (Romero, senador), Cunha (presidente afastado da Câmara) e até o Temer (Michel, presidente da República)”, disse o delegado federal José Castilho Neto, 56, em entrevista ao DCM.
Castilho é referência dentro da PF. Tem fama de competente e incorruptível.
“Nossa experiência de combate à corrupção serviu como modelo para a Lava Jato. Não pudemos avançar porque a CPI deu em pizza. E um dos entraves foi quando flagramos a Rede Globo e a RBS mandando dinheiro para fora”. (Por Renan Antunes de Oliveira)
Foram flagrados com remessas ilegais os políticos Jorge Bornhausen, José Serra, Sérgio Motta (já falecido), Ricardo Oliveira (operador nas campanhas de FHC e José Serra) e até o jovem Carlos Alberto Richa (Beto Richa), hoje governador do Paraná, que remeteu 1 milhão de dólares. Quase todos eram da cúpula do governo FHC. O doleiro Youssef foi preso e tornou-se delator pela primeira vez. O trabalho do procurador e do delegado deu base para a abertura de uma CPI, em 2003.
Na mão do juiz Sérgio Moro o caso Banestado entrou em surto planetário. Pegaram alguns laranjas para encerrar logo o caso. Porém a Vitória Régia dos desvios assumem o comando do país nos dias de hoje (2016).

Professor Dalton, o pai 
do juiz Sérgio Moro.



Pai de Sérgio Moro foi um dos fundadores do PSDB em Maringá Paraná e egresso dos quadros da ARENA, partido político que apoiava a Ditadura.


Sérgio Moro pertence a uma típica família tradicional de Maringá, sócio do Country Club da cidade, entidade cujo título atinge o valor de 30 mil reais. Estudou entre os 6 e os 16 anos num colégio de freiras carmelitas espanholas onde tinha fama de aluno muito aplicado. Andou de busão pela primeira vez ao começar a frequentar a faculdade, aos 18 anos. Religioso ao extremo, mãe carola. Idolatrava o pai, falecido em 2005, um professor muito respeitado, homem conservador, apoiador da ditadura, fundador e militante do PSDB de Maringá, que foi formado majoritariamente por quadros egressos da ARENA. O próprio Moro recentemente prestigiou um evento promovido pelo PSDB em companhia de João Dória. Sua esposa trabalhou como assessora jurídica do gabinete do governador José Richa (PSDB do Paraná).

24/12/2016

Saul e Malafaia

 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.


O intuito divino ao chamar um homem para ser um dos seus lideres é o texto encontrado em Gálatas. Todo cacueti se é que podemos chamar assim está descrito nessa pequena frase de chamada da matéria. Pois bem! O senhor e pastor Silas Malafaia, sim, pode um dia ter sido chamado para liderar ovelhas para o curral de Cristo. Assim como um dia o rei Saul também fora chamado.
Por caminhos semelhantes e pelo poder, ambos se desviaram das sagradas escrituras seguindo assim  seus próprios desejos mundanos. Na ânsia de se manter no poder  rei Saul antes ungido de Deus se tornou um algoz perseguidor do menino Davi, no qual foi chamado para substituir o servo rebelde e egoísta. Por que Saul foi destituído?

Segundo a Bíblia Sagrada o pecado faz parte  na vida do seres humanos. Ora, se Saul pecou? Porque então não entra no rol dos comuns pecadores terrenos? A diferença entre um pecador comum como eu e você, não se inseri na vida do rei e do pastor.
Sendo o homem chamado para uma missão, ele por sua vez está responsável por centenas de milhares de pessoas sobre a sua VOZ, seu testemunho e sua direção. 
O Rei David e o pastor Malafaia estão numa projeção divina diferente de nós pessoas mortais. Quando um homem chamado ou supostamente chamado se detém em atacar, humilhar, provocar discórdia, tomar posições em paralelo ao divino ensinamento ele sai da rota sagrada e entra em rota de colisão com o céu.

Deus em sua infinita bondade ainda mantém homens como Saul e Malafaia por um longo período dando assim a oportunidade de haver um retorno as origens celestiais. Caso isso não ocorra confrontando as vidas de pessoas inocentes, o céu trata de corrigir. Se a mando de Deus eu não sei, mas tem a Sua permissão. Assim ocorreu quando David assumi o  reinado e Saul percebe a sua desgraça. O rei se matou ao ver seu filho morrer em sua ultima guerra.

Pastor Silas Malafaia ainda está na zona de conforto divino. Hoje ele recebeu, assim como Saul, um sinal para que se arrependa e volte as origens. A humildade consiste em pedir desculpas as pessoas nas quais ofendeu por anos. Pedir perdão a Deus por usar o tempo sagrado na televisão, paga pelos fieis, para cunho politico.

O tempo está se esgotando. O camburão por onde Silas Malafaia passeou estava a marca do ex presidente Lula entre lágrimas e indignação. Agora as investigações estão abertas. Ou Malafaia se entrega a Deus ou a polícia e o que irá lhe restar será somente a Delação Premiada.

by Chérri Filho

23/12/2016

Silas Malafaia um shopping da fé - parte ll

Malafaia como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada em 150 milhões de dólares.

Em agosto de 2011, Silas Malafaia chamou um vereador do município de São Luís, no Maranhão, de "vagabundo", "bandido" e "idiota", entre tantos outros xingamentos com sua boca santa.
Na política ele se posiciona de forma alterada e de ditadura contra todos que não seguem a sua doutrina política de direita. Esquerdopatas, vagabundos, ladroes, safados e dai por diante.

Um homem sem pudor cristão. Usa verbas de fieis para se auto promover. Milhões são gastos para que  se posicione politicamente se dizendo um cidadão brasileiro, eximindo assim sua responsabilidade pastoral. Usa sua boca maledicente para atacar, desfazer, criar rupturas e discórdia. Tudo o que a palavra de Deus nos ensina ele desensina. 

Amigo pessoal e defensor de Eduardo Cunha ele desenvolve seus milhões recebidos de propineiros redestributidos em igrejas e contas de mentiras evangelísticas.

Em novembro 2011, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo chamou a jornalista Eliane Brum de "vagabunda" durante uma entrevista concedida ao jornal americano The New York Times. 

Pastor Silas Malafaia é um homem mau, um homem com visão satânica e se associa com a corja da política para se beneficiar financeiramente.
Odeia a esquerda porque seus dirigentes não fizeram acordos espúrios para beneficiá-los.

Vende e revendo produtos como um shopping center atraindo os seus fieis a uma lavagem cerebral descomunal. No início da carreira se posicionava contra o formato da Igreja Universal: É dando que se recebe. Hoje usa o artificio de somente receber e viver como um rei posto usando o Santo nome de Jesus.

Malafaia sinônimo de picaretagem. "Combati o mal combate..." fica essa entre linhas para ele repensar a sua vida espiritual e voltar as origens cristãs, levando ao povo sofrido do Brasil,  paz, segurança, verdade e humildade.

E que a política fiquei somente nas suas orações para que Deus conserte um país enxertado de corruptos. Só assim poderemos vê-lo um dia no céu na volta de Cristo.

Chérri Filho.


22/12/2016

Conheça a juíza que substituirá Moro nas férias

Conheça a juíza que substituirá Moro nas férias.


Ela se chama Gabriela Hardt. Pratica natação. Compete em provas de maratona aquática. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, cobrirá as férias de Sergio Moro. Zelará pelo andamento da Operação Lava Jato até 20 de janeiro.
Os encrencados não devem ter vida fácil. Gabriela é admiradora de Moro. Enxerga nele potencial para ocupar uma poltrona no Supremo Tribunal Federal. Ao compartilhar no seu Facebook, em 13 de outubro de 2014, uma nota de associações de juízes em defesa da Lava Jato, a doutora anotou no preâmbulo:
“Compartilho abaixo a nota […] para ciência dos amigos e em homenagem ao juiz federal Sergio Moro, cuja retidão e dedicação me inspiram diariamente na atividade judicante. Nosso país terá muito a ganhar se ele um dia vier a integrar nossa Corte Suprema.”
O primeiro réu da Lava Jato a experimentar os rigores de Gabriela Hardt foi Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT. Num depoimento a Moro, em 14 de dezembro, o ex-coletor admitiu o ingresso de verbas de má origem nas arcas do PT. “Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio”, disse ele, fulminando a retórica petista oficial, segundo a qual apenas dinheiro limpinho passou pela caixa registradora do PT.
Moro pediu ao depoente que explicasse a contradição entre seu depoimento e a versão do seu partido. Paulo Ferreira reiterou: “É um problema da cultura política nacional, doutor Moro. Eu não estou aqui para mentir para ninguém. Estou aqui para ajustar alguma dívida que eu tenha, minha disposição aqui é essa.”
Sensibilizado, Moro autorizou o ex-tesoureiro petista a deixar a cadeia. Entretanto, condicionou a libertação ao pagamento de uma fiança salgada: R$ 1 milhão. Por meio de seus advogados, Paulo Ferreira disse que não dispõe desse dinheiro. Pediu reconsideração. Moro indeferiu. A defesa reiterou o pedido. Dessa vez, a petição foi às mãos de Gabriela Hardt, que manteve a resposta negativa.
A substituta de Moro ofereceu como alternativa a hipótese de Paulo Ferreira oferecer um imóvel como caução, para assegurar o pagamento da fiança. “Caso o imóvel não pertença a Paulo Adalberto Alves Ferreira, deverá o proprietário apresentar termo oferecendo o bem em garantia”, ela escreveu em seu despacho.

Pastor Silas Malafaia. Seu curriculum. parte 1

Sua vida promiscua entre o Santo e o Profano.

O pastor Silas Malafaia está há mais de 30 anos pregando o evangelho na televisão. Quem liga a TV de madrugada pode facilmente se confundir e achar que está no Polishop, tamanha a quantidade de anúncios de seus produtos. Depois que ele tirou o bigodão, então, ficou mais fácil confundir as bolas. São livros, DVDs, CDs… Tem pra todo mundo. Um desses produtos, uma antiga fita VHS, passou a circular nas redes sociais levantando a discussão: O que gays e abortos têm a ver com ETs? Dá a ideia da complexidade e longevidade deste grande personagem brasileiro, uma vida coalhada de fatos que parecem coisa do Sensacionalista.

Suposto envolvimento com propinas. O rapaz chega a criticar a mídia dizendo querendo compara-lo ao ex presidente Lula. Acreditamos que esse senhor está muito aquém de sequer pisar no chão do maior líder dos últimos tempos.
Sua posição política anti PT onde os trata como esquerdopatas, fica claro que entrou num jogo sujo da política: Explico. Ele envolve toda a esquerda como psicopatas. Se posiciona como um ativista da direita fervoroso. Até mais do que em sua própria fé. Via de regra recebe ofertas de até 5 milhões de reais em sua conta pessoal.Se defende dizendo declarar tal valores. Isso não elimina a chance de ser dinheiro de lavagem. Há dias ele foi preso para dar declarações a PF, onde recebeu de um propineiro da política o valor de R$ 100 mil reais. Reunindo as evidencia de que, toma partido politico e recebe altos valores de ofertas, nos leva a crer que  é propina em lavagem de ofertas. O dinheiro entra em sua conta pessoal e conjunta com a esposa e depois repassa a igreja.

O pastor Silas Malafaia é dono de um jato particular que outros líderes evangélicos dizem valer R$ 12 milhões. Quer dizer… Ele garante que o avião não é dele, e sim da Associação Vitória em Cristo. Que é dele. O jatinho é usado para o pastor riscar os céus em missões evangélicas. 
“Teu pastor é ladrão? Teu pastor é pilantra? Você não tá gostando? Sai de lá e vai para outra igreja.” Quem é você para julgar um pastor ladrão, afinal? “Fica longe disso”, ele diz. “Quem é que toca num ungido do Senhor e fica impune? Ungido do Senhor é problema do Senhor.” Quem tem imunidade só pode ser julgado pelo STF do além.

Documentos dos EUA sobre a Odebrecht citam receptores de propina


Documentos dos EUA sobre a Odebrecht citam receptores de propina

Na relação dos 14 estão "membros do alto escalão do governo", dois "ministros", "membros de estatais brasileiras", Segundo os investigadores americanos, a empresa ganhou o contrato depois de repassar mais de US$ 40 milhões (R$133,3 milhões, ao câmbio desta quarta-feira) para alguns partidos políticos brasileiros.

O dinheiro saiu do dpto de propina da empresa. Um dos encontros na distribuição da propina  foi no escritório do presidente Michel Temer em São Paulo. Além dele, estavam presentes o ex-presidente Câmara Eduardo Cunha.

Petrobras vende parte de campos de petróleo à francesa Total


Petrobras vende parte de campos de petróleo à francesa

 

RIO - A Petrobras assinou um acordo de US$ 2,2 bilhões com a petroleira francesa Total que inclui a venda de parte dos campos de Iara e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e em duas usinas térmicas, com compartilhamento de infraestrutura do terminal de regaseificação, na Bahia.

17/12/2016

As portas se fecham. Unidade Menezes Cortes em 2017 e mais duas unidades.

 As portas se fecham. Unidade Menezes Cortes em 2017 e mais duas unidades.

Universidade Estácio de Sá: Alunos no Menezes Cortes não foram consultados sobre um fechamento em seu campus e a mudança de seus cursos para outros campus da Universidade Estácio de Sá. Tal medida é uma afronta aos alunos que se descobram para pagar a universidade privada em dia, que não exista em fazer cobranças absurdas dos alunos quando lhe é conveniente, mas que ao mesmo tempo não age da mesma forma. 

"Medida vai garantir à universidade economia de R$ 18 milhões ao ano."O Globo.

O Brasil se tornou um país bizarro nas mãos da direita. A ideia inicial é privatizar tudo e todos os brasileiros. Quando não se dá opção para um estudante de classe media baixa concluir o seu curso, nessa onda de desemprego, nos resta apenas duas chances: A primeira é parar de estudar. A segunda é pagar para estudar.

Os governantes atuais simplesmente por decreto fascista desmontam sonhos e planos do cidadão brasileiro. Essa faculdade que se tornou referencia para milhares de cariocas e estudantes vindo das mais vastas localizações, de uma hora para outra encontram as portas de suas vidas fechadas. A conta feita pelo governo é trocar a integridade intelectual de tantos cidadãos para se economizar dinheiro.

Lembrando que essa faculdade em diversas vezes obteve lucros na soma de R$ 135,7 milhões de reais em 2016. Mesmo assim o decreto foi assinado pelo presidente Pedro Thompson.

O desrespeito e a crueldade chega a se tornar uma tortura como na época da ditadura. Um Congresso abafado pela corrupção. Os vereadores e seus deputados do Rio de Janeiro apodrecida nas mãos das Oligarquias fazem calar a voz de tantos jovens e professores.
Um discurso de mudança de endereço nada significa. Quando se fecha uma escola em nome de uma suposta mudança, com certeza, desmerece a escolaridade no Brasil. Não se fecha se abre.

Nesse governo talvez não tenhamos a chance de reverter o quadro já instalado. Porém temos a frente a oportunidade de rechaçar e limpar a corja na qual colocamos para nos cuidar. Rio de Janeiro acorde!

Chérri Filho.

Participe do protesto.
https://secure.avaaz.org/po/petition/Universidade_Estacio_de_Sa_Nao_Fechem_a_Unidade_Menezes_Cortes_em_2017/?cfWsIjb

16/12/2016

Malafaia é alvo da PF em operação contra fraude em cobrança de royalties

Malafaia é alvo da PF em operação contra fraude em cobrança de royalties.

Segundo a Folha apurou, entre os investigados está o pastor Silas Malafaia, que teria participado da lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. Ele é suspeito de emprestar contas da instituição dele para ajudar a ocultar dinheiro.

De acordo com fontes da PF,ele foi alvo de condução coercitiva

14/12/2016

Em ofensiva ao Judiciário, Senado aprova pacote de teto constitucional

Em ofensiva ao Judiciário, Senado aprova pacote de teto constitucional.
ADEUS RENAN!

Atualmente, o teto constitucional, salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), está fixado em R$ 33,7mil. Conforme Renan, o Legislativo já regulamentou os salários de seus servidores, mas ainda há casos de rendimentos "astronômicos, na casa dos R$ 80, 90, 100 mil". "Em tempo de corte de gastos, é um acinte esse tipo de coisas."

Marcelo Odebrecht confirma à Lava Jato versão de delator sobre Temer. R$ 10 milhões ao PMDB feito a pedido do presidente Michel Temer.

Marcelo Odebrecht confirma o pedido de R$ 10 milhões ao PMDB feito a pedido do presidente Michel Temer.

Ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht confirmou à Lava Jato a versão do ex-executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho sobre pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB feito a pedido do presidente Michel Temer.

Marcelo respaldou o episódio do jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença de Temer, então vice-presidente, e do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no qual, segundo os delatores, foi acertado o pagamento de R$ 10 milhões para a campanha peemedebista.

11/12/2016

Aliados de Temer defenderão anular delação de executivo da Odebrecht

Aliados de Temer defenderão anular delação de executivo da Odebrecht.


Brasília - Preocupado com o impacto das delações da Odebrecht, o presidente Michel Temer convocou nesta noite uma reunião de emergência em Brasília, no Palácio do Jaburu.
Segundo interlocutores, apesar de "tranquilo", Temer se mostrou "indignado" com o vazamento da delação do ex-diretor de Relações Institucionais Cláudio Melo Filho.
Além de ressaltar que o depoimento ainda precisa ser homologado, aliados do presidente destacam que o acordo pode ser invalidado. Interlocutores citam como exemplo a suspensão das negociações da delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, após vazamento na imprensa.
Neste sábado,10, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, divulgou que vai pedir uma investigação sobre o vazamento do anexo de delação premiada do executivo da Odebrecht. Na sexta-feira, 9, o documento de 82 páginas com informações de Cláudio Melo Filho foi divulgado por veículos de comunicação. O jornal O Estado de S. Paulo obteve o documento, em que o executivo menciona que o presidente da República, Michel Temer, fez pedido de apoio financeiro para o PMDB ao então presidente e herdeiro da empresa, Marcelo Odebrecht.
"Em virtude da divulgação, pela imprensa, de documento sigiloso que seria relativo à colaboração premiada de um dos executivos da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitará abertura de investigação para apurar o vazamento", informa nota divulgada pela Procuradoria-Geral da República. Foi Janot o responsável por suspender a negociação com Léo Pinheiro.
Temer negou "com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho". "As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente", disse em nota emitida na última sexta-feira. O governo não pode, via Ministério da Justiça, solicitar a investigação do vazamento e, neste caso, terá que contar com o Ministério Público Federal.

Reunião

No Jaburu, neste domingo, Temer convocou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário de Programa de Parceria e Investimentos (PPI), Moreira Franco. A ideia, além de discutir o efeito das delações da Odebrecht, já que os dois também estão citados, é desenhar a pauta econômica da semana para criar uma agenda positiva.
O objetivo do governo é reagir a mais uma crise política mostrando "trabalho". Além de estudar novas medidas econômicas, o governo precisa garantir a votação da PEC do teto dos gastos no Senado, em segundo turno, e do Orçamento. Para isso, o presidente continuará investindo em conversas com a base aliada e, principalmente, com os tucanos, que devem ficar com o comando da Secretaria de Governo, apesar do imbróglio envolvendo a possível nomeação do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA). O nome chegou a ser dado como certo, mas decisão foi suspensa após a pressão de parlamentares do chamado 'Centrão'.
Alguns interlocutores, ponderam, que apesar de ter que prosseguir nas conversas, o foco é garantir o avanço das matérias. A nomeação "não precisa ser feita às pressas", dizem.

Com delação da Odebrecht, partidos da base de Temer já avaliam desembarcar do governo

Com delação da Odebrecht, partidos da base de Temer já avaliam desembarcar do governo.


POR PAINEL
Recordar é viver Já tem partido da base fazendo as contas de quando será o melhor momento para desembarcar da gestão Michel Temer. Até habitués do Planalto passaram a incluir em seus cálculos políticos o fator Odebrecht. Ninguém — nem mesmo aqueles ainda fiéis — aposta na melhora do ambiente depois dos tiros contra a cúpula palaciana. Aliados começam a reclamar do governo em escala semelhante às queixas que eram feitas à petista Dilma Rousseff no início da crise que a destituiu.
Uma atrás da outra O escândalo que afastou Geddel Vieira Lima do governo atiçou descontentes. A avaliação é que, conforme os detalhes da delação venham a público, o grupo a favor do presidente perca argumentos.
Abraço de afogado De todos os tucanos mais emplumados, Geraldo Alckmin é único cacique que vem mostrando maior resistência ao aprofundamento do matrimônio entre PSDB e PMDB.
Vai que eu vou depois O governador de SP ponderou em reunião recente que é preciso haver distância regulamentar do aliado — ou o partido será arrastado pela crise junto com o governo.
Deixa lá O Ministério da Fazenda não é entusiasta da ideia aventada no Planejamento de liberar parte do FGTS para que brasileiros quitem empréstimos com bancos. Avalia que o fundo — poupança do trabalhador — não pode ser desvirtuado.
Ixi A pasta tampouco vê com bons olhos a redução do compulsório — recursos que os grandes bancos depositam no BC — para aumentar a oferta de crédito na praça.
Arroz com feijão Na avaliação interna, a melhor medida para elevar o crédito e reduzir o nível de endividamento de famílias e empresas é a baixar Selic — só possível com a inflação controlada.
Corra, Temer, corra O Planalto espera que, em um “calendário duro”, o Senado aprove a Previdência em dois meses. Se a Câmara honrar o cronograma e passar a bola até junho, a PEC poderia ser promulgada em outubro.
Só milagre Aliados reclamaram da tímida ofensiva do governo para defender a reforma na mídia. Ocorre que a campanha publicitária custou R$ 12 milhões, um terço do que Dilma gastou para alardear suas medidas fiscais.
Voz da experiência O ex-presidente Fernando Collor vai lançar o livro “Réplica para a História: Uma Catarse”, em que reúne discursos e artigos sobre o processo de impeachment vivido por ele em 1992 e o enfrentado por Dilma Rousseff em 2016.
Quem sabe sabe Para o hoje senador pelo PTC, a comparação mostra “o grau de prejulgamento” que ocorreu há 14 anos. “O rito era o mesmo; o ritmo, o rigor e, agora, o remate, não. O Senado praticamente decretou a inexistência da lei no Brasil”, escreve na quarta capa.
Deixa comigo O deputado Sergio Zveiter, que deve presidir a comissão da reforma da Previdência, é também o mais cotado para relatar a medida provisória das concessões. Ele é do PMDB do Rio, assim como Moreira Franco, secretário da área.
Dia do fico Os líderes na Câmara esbravejam, mas já tem presidente de partido do centrão dizendo, em rodas de conversa, ver com bons olhos a candidatura de Rodrigo Maia (DEM) à reeleição.

10/12/2016

Romero Jucá, o 'resolvedor da República no Congresso', atuou para Odebrecht

Romero Jucá, o 'resolvedor da República no Congresso', atuou para Odebrecht.


Brasília - O ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho explica no anexo encaminhado à procuradoria-geral da República ter dedicado um relato "à parte, exclusivo," para o senador Romero Jucá (PMDB) porque ele era seu principal interlocutor no Senador Federal. No entendimento do delator, dois fatos objetivos podem medir o "relevo" de Jucá: a intensidade da sua devoção aos pleitos do interesse da empresa e o elevado valor dos pagamentos feitos ao senador.
"Ao longo dos anos que mantive interlocução com o Senador Romero Jucá, participei de pagamentos a ele que hoje superam R$ 22 milhões. Como tive conhecimento, esses valores eram centralizados no Senador Romero Jucá e posteriormente redistribuído dentro de seu grupo no PMDB", explica Cláudio Filho. Segundo ele, Jucá representava Renan Calheiros e Eunício Oliveira.
"A minha experiência deixou claro que o Senador Romero Jucá centralizava o recebimento de pagamentos e distribuía os valores internamente no grupo do PMDB do Senado Federal, especificamente, no que posso atestar com total segurança, no que diz respeito aos Senadores Renan Calheiros e Eunício Oliveira", afirma.
O delator explica no anexo de 82 páginas que a escolha de Jucá, cujo codinome na tabela de propina era Caju, para atuar em nome da empresa em projetos de lei, medidas provisórias e demais assuntos legislativos estava amparada em três fatores. A posição história de liderança de Jucá nos governos anteriores, quando era conhecido como "Resolvedor da República no Congresso" e "Eterno Líder". A atuação como "anteparo das manobras" da Câmara contrárias aos pleitos da empresa. A capacidade de articulação dentro do seu partido, em especial, com Calheiros e Eunício e, por fim, a "voz de relevância" no Executivo - Planejamento e Fazenda.
Veja a lista da intensa agenda legislativa liderada e patrocinada por Romero Jucá (PMDB) em favor da Odebrecht:
(i) Aprovação da Medida Provisória 252/05 e Medida Provisória 255/05 - Tributação de NAFTA Petroquímica e Condensado. Atuação decisiva para aprovação da matéria de interesse da Braskem (Anexo 3.1 - Página 29) - Apresentação da Emenda de Relator n. 458;
(ii) PLC N. 32/07- Lei 8.666/93 - (Anexo 3.2 - Página 29) Atuação do Senador Romero Jucá para que reforçasse junto a Francisco Dornelles a importância da apresentação da emenda.
(iii)Aprovação da Medida Provisória 449/08 [tratava sobre a legislação tributário federal relativa ao parcelamento ordinários de débitos tributários, remissão e regime tributário de transição];
(iv)Atuação na Medida Provisória n. 460/09 e 470/09, que tratava sobre crédito prêmio de IPI (Anexo 4.19 - Página 58);
(v) Aprovação da Medida Provisória 472/09 [tratava sobre o Regime Especial para Indústria Petroquímica]
(vi)Aprovação do PLC 6/09 [estruturava o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência]: atou como relator do caso e formulou requerimentos
(vii) Aprovação do Projeto de Resolução do Senado Federal n. 72/2010 [tratava sobre o tema que foi conhecido como "Guerra dos Portos" (Anexo 3.3. - Página 30)]: co-autor do projeto, formulou requerimentos;
(viii) Aprovação da Medida Provisória 563/12 [tratava sobre a alíquota das contribuições previdenciárias sobre a folha de salários devidas pelas empresas e outras questões tributárias (Anexo 3.4 - Página 33)]: atuou como Vice Presidente da Comissão Mista e relator da matéria;
(ix)Aprovação da Medida Provisória 579/12 [tratava sobre concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e redução dos encargos setoriais (Anexo 3.5 - Página 33)]: atuou como membro da Comissão Mista;
(x) Aprovação da Medida Provisória 613/13 [tratava de diversos temas do interesse da Companhia, notadamente do REIQ (Anexo 3.6 - Página 34)]: atuou como membro da Comissão Mista;
(xi)Aprovação da Medida Provisória 627/13 [tratava sobre mudanças no regime de tributação do lucro auferido no exterior (Anexo 3.7 - Página 40)]: atuou como relator no Senado e apresentou diversas emendas;
(xii) Aprovação da Medida Provisória 651/14 [tratava sobre fundos de índice de renda fixa, responsabilidade tributária na integralização de cotas de fundos ou clubes de investimento e outras questões tributárias (Anexo 3.8 - Página 41]: atuou como presidente da Comissão Mista, propôs emendas e formulou requerimentos.

Outro lado

Questionado sobre o assunto, o senador Romero Jucá afirmou que desconhece a delação do senhor Claudio Melo Filho. Mas nega que recebesse recursos para o PMDB. O senador também esclareceu que "todos os recursos da empresa ao partido foram legais e que ele, na condição de líder do governo, sempre tratou com várias empresas mas em relação à articulação de projetos que tramitavam no Senado". Além disso, ele reiterou que está "à disposição da justiça para prestar quaisquer esclarecimentos".
 

09/12/2016

Odebrecht delata caixa 2 em dinheiro vivo para Alckmin

Odebrecht delata caixa 2 em dinheiro vivo para Alckmin.


A Odebrecht afirmou no acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato que realizou pagamento de caixa dois, em dinheiro vivo, para as campanhas de 2010 e 2014 do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Executivos da empreiteira mencionam duas pessoas próximas ao governador como intermediárias dos repasses e afirmam que não chegaram a discutir o assunto diretamente com Alckmin.
Segundo a delação, R$ 2 milhões em espécie foram repassados ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. A entrega do recurso, de acordo com os termos da delação, ocorreu no escritório de Ribeiro, na capital paulista.
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