30/06/2016

Real sobe 20% no semestre, maior valorização global; Bolsa ganha 19%

Real sobe 20% no semestre, maior valorização global; Bolsa ganha 19%.

O real terminou o primeiro semestre deste ano com ganho de de 19,59% frente ao dólar no mercado à vista, na casa  dos R$ 3,18. A moeda brasileira liderou o ranking global de valorizações neste ano.

29/06/2016

Festas juninas dos deputados custam 20 milhões de reais aos brasileiros

Festas juninas dos deputados custam 20 milhões de reais aos brasileiros.


Entre os dias 20 de junho e 1º de julho, os contribuintes brasileiros gastarão cerca de 20 milhões de reais para ver os deputados federais que os representam tirarem dias extras de folga durante o período de festas juninas em um ano de crise econômica e política. Na semana passada, por determinação de Waldir Maranhão (PP-MA), o controverso presidente interino da Câmara dos Deputados, a Casa ficou parada durante três dos cinco dias úteis, a justificativa era o feriado de São João, no dia 24 de junho. Nesta, o recesso branco durará quatro dias e o santo homenageado é São Pedro, em 29 de junho. A única data em que está prevista a realização de uma sessão em que pode haver votações é nesta terça-feira, ainda assim, a expectativa é que não haja quórum mínimo para deliberações, que é a metade dos 513 deputados.
O cálculo do custo dos parlamentares aqui citado é baseado no valor diário que eles representam aos cofres públicos: 2,87 milhões de reais. A conta é feita sobre salários além dos gastos com auxílio moradia, verba de gabinete, alimentação, transporte, aluguel de veículo e imóveis, além de verbas com a divulgação do mandato. Ele não inclui, por exemplo, o valor da manutenção e funcionamento dos prédios da Câmara nem o quanto é pago para os servidores concursados ou terceirizados.
Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, Maranhão informou que a paralisação se deve aos “festejos juninos, durante os quais há grande mobilização popular, especialmente na região Nordeste do país”. Nesses dias, as comissões continuarão funcionando, mas possivelmente estarão esvaziadas. O detalhe é que, em menos de um mês, está prevista outra folga geral na Câmara, que é o recesso parlamentar oficial entre os dias 18 e 31 de julho. A decisão dele também leva em conta o período de campanha eleitoral que se aproxima. Em agosto, começará o prazo em que os concorrentes às prefeituras e às Câmara de Vereadores iniciam a divulgação de suas candidaturas. Deputados federais estão entre os principais concorrentes a prefeitos de diversos municípios.
A decisão de Maranhão de paralisar os trabalhos desagradou a gregos e troianos. O nanico e oposicionista PSOL emitiu uma nota para chamar o deputado do PP de “perdulário e irresponsável”. “Esse tipo de posicionamento irresponsável e monocrático tem um custo para o contribuinte. Afinal, é ele quem paga a multa pelas remarcações das passagens aéreas. Figuras como Maranhão, que ora atendem a interesses do centrão, ora do próprio Eduardo Cunha, ora do governo interino de [Michel] Temer desmoralizam a Câmara dos Deputados e a atividade parlamentar”, afirma o documento assinado pelos seis deputados da legenda.
Do lado governista também houve chiadeira. “Num momento como esse, em que deve haver um esforço em torno do processo de reconstrução nacional e de recuperação da economia e projetos importantes estão na pauta da Câmara, é inadmissível que uma decisão unilateral do presidente interino paralise os trabalhos durante uma semana”, reclamou o líder do PSDB, Antonio Imbassahy.
“Quando temos só um dia na semana de trabalho há um estímulo para que os deputados continuem na sua base e não venham para a sessão”, disse o líder do Governo na Câmara, André Moura. Inicialmente, a intenção da gestão Temer era votar dois projetos que considera prioritários nestes dias de paralisação, a medida provisória 718, que altera algumas regras tributárias no período dos Jogos Olímpicos e a proposta que crias normas de governança nas empresas estatais.
Antônio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Departamento de Intersindical de Assessoria Parlamentar (uma ONG que estuda o Legislativo brasileiro), entende que essa paralisação foi feita apenas para prorrogar a cassação do mandato do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “É uma manobra para Cunha ganhar tempo. Não fazia sentido paralisar a agenda do Congresso neste momento”, ponderou.
Ainda assim, na avaliação de Queiroz, a gestão Temer não será prejudicada com o recesso branco. “Os principais temas estão neste momento com o Senado. Se essas medidas ficarem para a próxima semana, não haverá problemas. Além disso, a base está bastante homogênea, coisa que não estava no Governo Dilma. Ou seja, não há riscos para o Governo Temer no Legislativo”.

28/06/2016

Delação cita propina de R$ 30 milhões a peemedebistas

Delação cita propina de R$ 30 milhões a peemedebistas


Uma nova delação premiada, firmada com a Procuradoria-Geral da República, aponta o suposto repasse de propinas milionárias para senadores do PMDB, entre eles o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM).
Nelson Mello, ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas, afirmou em depoimento aos procuradores que pagou R$ 30 milhões a dois lobistas com trânsito no Congresso para efetuar os repasses.
Lúcio Bolonha Funaro e Milton Lyra seriam os responsáveis por distribuir o dinheiro para os senadores. Mello depôs em fevereiro e, em seguida, deixou o cargo que ocupava no Hypermarcas.
A Procuradoria-Geral da República vai pedir ao Supremo Tribunal Federal que as afirmações envolvendo os políticos sejam investigadas. O relato não é alvo de inquérito na Operação Lava Jato. O Estado apurou que as informações repassadas por Mello referem-se à atuação de parlamentares na defesa de interesses da empresa no Congresso.
Os lobistas, segundo Mello, diziam agir em nome de políticos e que estes poderiam tomar iniciativas de interesse da empresa e do setor no Congresso.
Segundo o delator, Lúcio Funaro se dizia "muito próximo" do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de outros peemedebistas da Casa. Já Milton Lyra afirmava agir em nome dos senadores "da bancada do PMDB" que teriam sido destinatários da maior parte da propina.

27/06/2016

Senadores mostram a Temer 'fatura' do impeachment

Senadores mostram a Temer 'fatura' do impeachment


Do apoio do Planalto em disputas locais a indicações para cargos em estatais e até para o comando do BNDES --o maior financiador de empresas do país--, o presidente em exercício Michel Temer está sendo pressionado por senadores em troca de apoio no julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação final está prevista para acontecer até o fim de agosto.
Por causa do assédio, Temer tem recebido parlamentares no Palácio do Jaburu para almoços, jantares e reuniões, marcados muitas vezes fora da agenda oficial.
Nos encontros, escuta mais do que fala. "O Temer está comprando a bancada. É uma compra explícita de apoio", disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR), peemedebista contrário à saída de Dilma.
Para interlocutores do governo no Senado, o "movimento" nada mais é do que uma lista de demandas. O caso mais pitoresco, segundo relatos de três senadores próximos a Temer, é o de Hélio José (PMDB-DF). Ele pediu 34 cargos, entre os quais a presidência de Itaipu, Correios, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e até o comando do BNDES.
O senador foi convencido por colegas da inviabilidade dos pedidos e do risco político que correria em sua base se apoiasse Dilma. Não levou nada e ainda decidiu votar pelo afastamento.
O senador Romário (PSB-RJ), que votou pela admissibilidade do impeachment, ficou indeciso sobre o afastamento definitivo poucos dias depois. A dúvida foi comunicada ao Planalto acompanhada de uma fatura. Ele pediu o comando da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e uma diretoria em Furnas.

Dilma agiu para liberar crédito, mas não em pedaladas, diz perícia do Senado

Dilma agiu para liberar crédito, mas não em pedaladas, diz perícia do Senado.

Segundo o documento, assinado por três técnicos do Senado e entregue na manhã desta segunda (27) à comissão, três dos quatro decretos de crédito, que são objetos da denúncia contra Dilma, eram "incompatíveis" com a meta fiscal do ano passado. A perícia afirma: "Há ato comissivo da exma. Sra. Presidente da República na edição dos decretos, sem controvérsia sobre sua autoria".

O laudo diz que não identificou ação de Dilma no episódio:

Ao todo, 99 perguntas foram feitas pela defesa da petista, pela acusação contra ela, e pelo relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

25/06/2016

Juizinho terá que explicar ao STF a invasão na casa da Senadora Gleisi Hoffmann

Juizinho terá que explicar ao STF a invasão na casa da Senadora Gleisi Hoffmann



O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou nessa sexta-feira, 24, o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, sobre a decisão dele de autorizar a busca e apreensão realizada na quinta-feira, 23, na casa da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que resultou na prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi, no âmbito da operação Custo Brasil.
Mello atendeu a um questionamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do 1º vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC), para tentar anular as provas obtidas no imóvel, e devolver os materiais à senadora, sob alegação de que o apartamento de Gleisi pertence ao Senado e, portanto, o juiz não teria jurisdição para autorizar entrada no local.
No ofício, Celso de Mello pergunta a Azevedo se a busca se restringiu a Paulo Bernardo e questiona se houve determinação para apreender bens da senadora e se houve determinação para devolver os objetos.
Brasil 24/7

24/06/2016

Teori envia denúncia de Lula à Justiça do Distrito Federal \

Teori envia denúncia de Lula à Justiça do Distrito Federal.

BRASÍLIA — O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), transferiu para a Justiça Federal em Brasília o inquérito em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado por tentativa de atrapalhar as investigações da Lava-Jato. Ele teria participado de uma tentativa de silenciar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, quando o executivo estava prestes a firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria que as investigações fossem transferidas para a 13ª Vara Federal em Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro conduz os processos da Lava-Jato. Mas Teori ponderou que o caso não tem relação direta com os desvios da Petrobras. O ministro também explicou que os supostos crimes teriam ocorrido na capital federal, daí a remessa dos autos para a Justiça Federal de Brasília.
“Tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobras. Na verdade, dizem respeito à suposta prática de atos, pelos investigados, coma finalidade de impedir a aviltar colaboração premiada entre Nestor Cerveró e o Ministério Público, a qual se voltava a um plexo de investigações”, escreveu o ministro.
São alvo do mesmo inquérito o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o ex-assessor dele Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro, o banqueiro André Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai, o filho dele, Maurício Bumlai. O grupo é acusado de ter cometido quatro crimes: integrar organização criminosa, patrocínio infiel, exploração de prestígio e lavagem de dinheiro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/teori-envia-denuncia-de-lula-justica-do-distrito-federal-19577205#ixzz4CWruSLP4 

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Justiça derruba restrição do uso de aviões da FAB por Dilma Rousseff

Justiça derruba restrição do uso de aviões da FAB por Dilma Rousseff.


A Justiça Federal no Rio Grande do Sul autorizou a presidente afastada Dilma Rousseff a usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) fora do trajeto entre Porto Alegre e Brasília. Em decisão publicada na tarde desta quinta-feira (23), a juíza Daniela Cristina de Oliveira Pertile, da 6ª Vara Federal de Porto Alegre, acolheu ação de Dilma pedindo a ilegalidade de um parecer da Casa Civil que a proibia, entre outras coisas, do uso de aeronaves cedidas pela Força Aérea Brasileira (FAB) se não fosse para até a capital gaúcha, onde reside.
A magistrada concordou com o direito ao deslocamento de Dilma a Porto Alegre e aos locais que ela considerar necessários à sua defesa no processo de impeachment, destacando a necessidade de segurança pessoal, o que impossibilitaria o uso de aviões comerciais. No entanto, determinou que a presidente afastada faça o ressarcimento dos gastos com as viagens, conforme artigo 76 da Lei n° 9.504/97.

23/06/2016

Prefeito de Indaiatuba é preso durante operação do Gaeco e do Baep

23/06/2016 16h54 - Atualizado em 23/06/2016 17h59

Prefeito de Indaiatuba é preso durante
operação do Gaeco e do Baep

Reinaldo Nogueira faria parte de esquema em desapropriações de imóveis.
Advogado do peemedebista disse que se manifestará em entrevista coletiva.



O prefeito licenciado Reinaldo Nogueira (PMDB) foi preso na tarde desta quinta-feira (23) durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público com apoio do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep). Desde a quarta-feira (22), foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
O pai do prefeito licenciado também foi preso nesta quarta. Segundo o Gaeco, a operação é uma nova etapa de uma primeira realizada  em 2015, que investiga supostos casos de corrupção envolvendo representantes da Prefeitura de Indaiatuba na desapropriação de imóveis.

Na primeira fase da operação em outrubro 2015, o Gaeco apreendeu R$ 1,5 milhão – entre cédulas da moeda nacional, dólares e euro - na residência de Reinaldo Nogueira.  Na época, o prefeito licenciado afirmou que o dinheiro encontrado em sua casa era de "origem lícita" e não tinha relação com sua atuação pública.

O secretário de Comunicação de Indaiatuba, Odair Gonçalves, informou que somente o advogado do prefeito licenciado irá comentar o assunto. O advogado José Luis Mendes de Oliveira Lima, que defende o peemedebista, disse ao G1 que irá se posicionar sobre o caso durante entrevista coletiva no prédio da Delegacia Seccional no Centro de Campinas.

Desapropriação de imóveis
No ano passado, a operação também cumpriu mandados em Bragança Paulista (SP), além de Indaiatuba. O Ministério Público investiga um esquema de fraude em desapropriação de imóveis pelas duas prefeituras.
Em Indaiatuba, foram cumpridos 12 mandados na Prefeitura, onde foram encontrados R$ 400 mil, na casa do prefeito e em empresas. Na ocasião, o Gaeco cumpriu ainda dois mandados de busca e apreensão na casa do prefeito de Bragança Paulista, Fernão Dias (PT), e na sede do Executivo.

Na residência do petista, foram encontradas quatro armas de fogo. Na época, a Prefeitura informou, em nota, que não foi encontrado dinheiro na sede do Executivo e, em relação às armas, disse que elas são todas registradas, porque o prefeito é delegado.

Segundo mandato
Reinaldo Nogueira (PMDB) foi reeleito prefeito de Indaiatuba em outubro de 2012, após receber  67,3 mil votos - o equivalente a 65,1% do total de válidos com 100% das urnas apuradas. O peemedebista foi vereador em 1992 com 24 anos, à época o mais jovem parlamentar da cidade.

Eleito prefeito por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2000, e também de 2001-2004, Nogueira foi também deputado federal em 2006. Nas eleições de 2008, foi eleito prefeito com 62% dos votos válidos.
Prefeito de Indaiatuba Reinaldo Nogueira Operação Gaeco Baep (Foto: Reprodução EPTV)Peemedebista está licenciado da Prefeitura de Indaiatuba (Foto: Reprodução EPTV)

Vídeo mostra ex-presidente do PSDB negociando freio em CPI da Petrobras

Vídeo mostra ex-presidente do PSDB negociando freio em CPI da Petrobras


Senador à época, Sérgio Guerra defende que a comissão conclua seus trabalhos com “uma discussão genérica” e diz ter “horror” a CPI. Em contrapartida, recebe a promessa de “suporte”, o que é interpretado pelos investigadores como propina. Leia a íntegra da conversa.

Vídeo em poder da força-tarefa da Operação Lava Jato, exibido pelo Jornal da Globo, mostra uma reunião em que o então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o hoje deputado Dudu da Fonte (PP-PE), um diretor da Petrobras e representantes de empreiteiras negociam o esvaziamento da CPI da Petrobras que funcionava naquele ano, em 2009, no Senado. Senador à época, Sérgio Guerra defende que a comissão conclua seus trabalhos com “uma discussão genérica” e diz ter “horror” a CPIs. Em contrapartida, recebe a promessa de “suporte”, o que é interpretado pelos investigadores como propina.
Para os investigadores, ele e Dudu da Fonte, denunciado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, pediram R$ 10 milhões para que as apurações não avançassem sobre as suspeitas de superfaturamento nas obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. “Eu tenho horror a CPI. Nem a da Dinda eu assinei. É uma coisa deplorável. Fazer papel de polícia, parlamentar fazendo papel de polícia”, diz o então senador em um dos trechos da conversa.
Participam do encontro com Guerra e Dudu da Fonte o então diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o presidente da Queiroz Galvão, Idelfonso Colares Filho, Erton Medeiros, representante da Galvão Engenharia, e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no petrolão. Erton Medeiros, Baiano e Paulo Roberto já sofreram condenações na Lava Jato.
Com exceção de Guerra, todos são investigados na Lava Jato. O ex-presidente do PSDB morreu em 2014, aos 66 anos, em decorrência de pneumonia e câncer de pulmão. Quando morreu, o tucano era deputado federal.
“Vamos fazer uma discussão genérica, não vamos polarizar as coisas. [...] Eu disse ao Aluísio lá, segura. [...] Quando essa [...] começou, eu disse: ‘não vai ter isso [...], não vai. [...] Você não segura’”, diz o então senador em um dos trechos da reunião, que a Procuradoria-Geral da República interpreta como promessa de apoio para evitar o aprofundamento das investigações da CPI.
“Queria fazer o combate sem ir atrás de pessoas”, diz o tucano em outro momento da conversa, ocorrida em uma sala comercial localizada no edifício Leblon Empresarial, na zona sul do Rio. As imagens, registradas pelo circuito interno de segurança da sala, foram entregues ao Ministério Público pelo empresário Marcos Duarte, proprietário do imóvel onde ocorreu o encontro e amigo de Fernando Baiano.
“Termos obtusos”
Segundo a PGR, os participantes da reunião utilizam “termos obtusos” para se referir a propina. Em sua delação premiada, Baiano afirma que o tema é tratado quando o presidente da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares, fala em “suporte” a Sérgio Guerra e o senador responde que o assunto deveria ser tratado “entre vocês”. “Dando suporte aí ao senador, tá tranquilo”. “Conversa aí entre vocês”, diz Guerra.
De acordo com os procuradores, o encontro serviu para acertar o pagamento de R$ 10 milhões em propina ao tucano para que ele freasse as investigações da CPI da Petrobras no Senado.

Jucá usa verba de gabinete para contratar empresa de amigo nomeado por ato secreto

Não vamos esquecer de você camarada: 

Jucá usa verba de gabinete para contratar empresa de amigo nomeado por ato secreto.


O senador Romero Jucá (RR), presidente em exercício do PMDB e ministro do Planejamento do governo Temer por 12 dias, usou R$ 199 mil de sua cota parlamentar para pagar a empresa de publicidade de um amigo que trabalhou em seu gabinete e que foi nomeado por meio dos chamados atos secretos, atos administrativos que não eram divulgados ao público. Transparência do Senado e as informações foram confirmadas pela assessoria de

"A Norte Produções faz vídeos de prestação de contas para o gabinete de trabalho parlamentar", explicou ao UOL o advogado Kakay. Os dados fornecidos pelo portal da transparência do Senado em relação às despesas do senador Romero Jucá pagas com a cota parlamentar não permitem detalhar quantos vídeos foram produzidos pela Norte Produções LTDA desde 2009, quando a empresa passou a prestar serviços ao senador. No campo "detalhamento" das planilhas fornecidas pelo Senado, apenas nos anos de 2014 e 2015 há a discriminação sobre a quantidade de vídeos contratados, ainda assim, de forma imprecisa.
Entre 2014 e 2015 (anos em que as despesas estão melhor discriminadas), é possível afirmar que Jucá contratou a produção de pelo menos 10 vídeos, sendo seis em 2014 e outros quatro em 2015. Nos demais anos, o campo "detalhamento" é preenchido de forma genérica com descrições como "referente a produção de divulgação de atividade parlamentar no Estado". Essa prática, porém, é comum a outros senadores.
A reportagem do UOL solicitou à assessoria de imprensa de Jucá informações detalhadas sobre a quantidade de vídeos contratada pelo gabinete de Jucá, mas até o fechamento dessa matéria, as informações não foram repassadas.
Hemetério Pires Costa Júnior é publicitário e, em maio de 2006, fundou a Norte Produções Ltda em Boa Vista, capital de Roraima, da qual é sócio-administrador. Atualmente, o nome da empresa é Direta Agência de Publicidade Ltda. Menos de um ano depois, em março de 2007, ele foi nomeado para o cargo de secretário parlamentar de Jucá.
Reprodução/Senado Federal
Reprodução do ato de nomeação de Hemetério Pires Costa Júnior em fevereiro de 2007 para o cargo de secretário parlamentar de Jucá
A nomeação foi feita por meio de um dos chamados "atos secretos" do Senado. Hemetério ficou no cargo até agosto de 2008, quando foi exonerado.
O escândalo dos atos secretos veio à tona em 2009 e atingiu em cheio o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Os atos secretos eram atos administrativos que criavam cargos e aumentavam as despesas e que não eram divulgados publicamente, por isso o nome "secretos". 
Um relatório feito por técnicos do Senado detectou pelo menos 300 decisões que não haviam sido devidamente publicadas, o que impossibilitava a checagem dessas informações. Algumas decisões tinham sido tomadas havia mais de 10 anos e incluíam a contratação de parentes ou pessoas próximas a senadores, como no caso de familiares do então presidente José Sarney.  Uma comissão criada pelo Senado validou todos os atos secretos
No mesmo ano em que os atos secretos foram descobertos, a Norte Produções começou a receber os primeiros pagamentos referentes a contratos mantidos com o gabinete de Jucá pagos com a cota para exercício de atividades parlamentares.
A cota é um valor recebido por cada senador que pode ser usado para a compra de passagens para a capital do seu Estado e para o pagamento despesas como a manutenção de escritório político e divulgação da atividade parlamentar. Não é necessário fazer licitação para a escolha dos fornecedores. A cota varia de acordo com a distância entre a capital do Estado do senador e Brasília. O valor recebido por Jucá é dos mais altos: R$ 40,7 mil.
O pagamentos feitos por Jucá à Norte Produções tinham como justificativa a execução de serviços para a "divulgação da atividade parlamentar" do senador.
Entre 2009 e 2015, Jucá destinou R$ 192 mil à Norte Produções. Nesse período, em apenas dois anos Jucá não fez pagamentos à empresa: 2010 e 2012. O ano em que os pagamentos foram mais vultosos foi em 2014, quando a Norte Produções recebeu R$ 72 mil.
Reprodução/Receita Federal
Cadastro nacional de empresas da Receita Federal mostra que Hemetério Pires Costa Júnior é sócio-diretor de empresa que recebeu recursos do gabinete de Romero Jucá (PMDB-RR)

Outro lado

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o senador Romero Jucá, confirmou, por telefone, os vínculos entre Jucá e a empresa Norte Produções. "A Norte Produções faz vídeos de prestação de contas para o gabinete de trabalho parlamentar", disse Kakay.
O advogado também confirmou que Jucá e Hemetério são amigos e que não haveria "problemas" em contratar a empresa. "(Hemetério) é amigo do senador e trabalha muito bem. Não há nenhum problema em contratá-lo", disse Kakay.
Kakay confirmou também que Hemetério foi funcionário de Jucá. "Ele trabalhou com o senador antes. Depois saiu e abriu esta empresa", disse Kakay.  A informação prestada por Kakay, porém, não confere com a data de abertura da empresa junto à Receita Federal. Segundo a Receita, a Norte Produções Ltda, cuja razão social atual é Direta Agencia de Publicidade Ltda, foi aberta em 19 de maio de 2006.
A reportagem do UOL também entrou em contato, por telefone, com Hemetério Pires da Costa Júnior entre os dias 10 e 15 de junho.
UOL questionou Hemetério sobre desde quando ele conhecia Jucá e se ambos eram amigos; desde quando a Norte Produções começou a prestar serviços ao gabinete do senador; e se ele via algum constrangimento em ter sua empresa contratada por um ex-chefe.
Às perguntas, Hemetério enviou a seguinte resposta. "Estou no mercado publicitário há alguns anos. A Norte (Produções) é respeitada e com muitos clientes em Boa Vista. Não existe constrangimento algum em trabalhar para qualquer pessoa independente de ser político ou não. Com relação aos meus clientes não tenho nenhuma informação a prestar. Sempre trabalho de forma correta e profissional", afirmou.
Sobre a nomeação de Hemetério como secretário parlamentar ligado ao gabinete de Jucá, a assessoria de imprensa confirmou as datas de nomeação e exoneração, mas ponderou que os chamados "atos secretos" foram convalidados por uma comissão criada pelo Senado para avaliar o escândalo. 

Polêmica

Romero Jucá foi alvo da primeira grande polêmica do governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). Conversas gravadas pelo ex-presidente da Petrobras Sérgio Machado mostraram Jucá falando em fazer um "pacto" para "estancar a sangria" causada pela Operação Lava Jato.
O senador é alvo de dois inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal). Após a divulgação dos áudios, Romero deixou o cargo de ministro do Planejamento.
Em um deles, o senador é suspeito de integrar a organização criminosa que atuou na Petrobras e no outro, um desdobramento da operação, é relacionado à corrupção na Eletronuclear.
Jucá é citado por pelo menos cinco dos principais delatores da Lava Jato: o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Soares, o doleiro Alberto Youssef, o ex-senador Delcídio do Amaral e Sérgio Machado.
Em declarações recentes sobre as suspeitas, Jucá tem negado ter participado de irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato. 
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