Temer no núcleo da corrupção.
A investigação dirá de que lado está a verdade. Mas, desde logo, é preciso reconhecer: diferentemente do déficit fiscal, estimado em R$ 170,5 bilhões para o ano de 2016, o déficit estético do governo Temer é incalculável. Já não basta ao presidente interino dizer que tem apreço pela Operação Lava Jato. Temer precisaria gritar ao mundo que tem desapreço pelo pedaço do PMDB que é cúmplice do PT no assalto às arcas do Estado brasileiro. Algo que ele parece não ter condições de fazer.
O descompasso entre o discurso e a prática de Temer cresce na proporção direta do avanço da Lava Jato sobre os porões do PMDB. Ironicamente, Temer vai ficando em situação análoga à de Lula e Dilma Rousseff. Preside o PMDB federal há 15 anos. Não é razoável supor que não soubesse que sua legenda converteu-se em parte de uma organização crimonosa. Ou sabe disso ou é um tolo.
Temer faria um bem extraordinário à sua administração se tomasse distância da banda vadia do PMDB. Sob pena de ser visto como um presidente incapaz de saciar a fome de limpeza que está no ar.

