17/03/2016

Sérgio Moro faz apelo contra violência nas ruas

Leia sobre o cinismo desse moleque: 

Sérgio Moro faz apelo contra violência nas ruas.


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato em primeira instância revelou estar preocupado com possíveis conflitos nas ruas do país a partir das novas revelações da operação, que geraram manifestações voluntárias nas ruas de todo o país tanto de pessoas favoráveis quanto contrárias à condução das investigações. “Tem-se feito barulho de mais nos últimos dias, sobre a Lava Jato, o que vem causando manifestações de todos os tipos. Espero que sejam pacíficas, que as pessoas mantenham a calma e lembrem que numa democracia, as divergências politicas são normais e as divergências de crenças não tornam as pessoas inimigas. Sem violência e sem agressões gratuitas, isso sim não é compatível com a democracia”, declarou, durante seminário “Combate à Lavagem de Dinheiro” para a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal.
Moro, mais uma vez, criticou a falta de iniciativa política para combater a corrupção mesmo com dois anos de operação com amplo destaque na mídia. “A corrupção sempre vai existir, mas veja onde chegamos. Se não enfrentarmos esses problemas, eles vão voltar e voltam com mais força. É o momento crucial no sentido de que não é só a investigação, não só esses processos concretos temos que melhorar nossas instituições”, disse. “Fiquei muito feliz com a decisão do STF de execução da pena após a condenação em segunda instância, mas sejamos francos, veio da instituição judiciária, e o ideal é que essas soluções venham do parlamento. É preciso que esse caso, com tudo o que tem revelado, tenha sua reverberação no congresso. Que leis que devemos aprovar para evitar que isso volte a acontecer?”, questionou, revelando que sua desilusão aumenta no momento em que, em meio a todo esse escândalo, o Congresso aprovou a lei de repatriação de recursos, até irregulares, no exterior.
Sem citar a polêmica acerca da divulgação das gravações telefônicas do ex-presidente Lula, Moro fez questão de destacar sua conduta em busca da transparência. “Essas investigações não são propriedade do MPF, nem minha, nem da Justiça ou da PF, é um dever que temos com a população”, disse, rebatendo também as insinuações de que é um “juiz investigador”. “Encontre na minha conduta alguma determinação minha para a produção de provas. As investigações que estão ocorrendo são ‘culpa’ do Ministério Público e da Polícia Federal. Eu apenas julgo”, afirmou.
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