21/03/2016

PGR já tem todos os dados sobre conta de Aécio em paraíso fiscal

PGR já tem todos os dados sobre conta de Aécio em paraíso fiscal

Com a delação de Delcídio, o PGR Rodrigo Janot tem tudo à mão e pode resgatar Operação Norbert.
Não é novidade para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a informação que consta da delação do senador Delcídio do Amaral, de que o também senador Aécio Neves mantém uma conta em Liechenstein em nome da própria mãe.
O Blog deu todos os dados, em um post de 2 de janeiro de 2015. Nele se conta a história da Operação Norbert deflagrada em 8 de fevereiro de 2007 no Rio de Janeiro.
Em 8 de fevereiro de 2007 foi deflagrada a Operação Norbert, visando a apurar denúncias de lavagem de dinheiro na praça do Rio de Janeiro. Conduzida por três jovens brilhantes procuradores – Marcelo Miller, Fabio Magrinelli e José Schetino –, foi realizada uma operação de busca e apreensão nos escritórios de um casal de doleiros do Rio de Janeiro.
No meio da operação, os procuradores se depararam com duas bombas.
A primeira, envolvia o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.
Carpena foi peça central no assassinato de reputação da juíza Márcia Cunha, trabalhando em parceria com aFolha de S.Paulo no período em que o jornal se aliou a Daniel Dantas. Coube a Carpena endossar um dossiê falso preparado por um lobista ligado a Dantas, penalizando uma juíza séria.
Ao puxar o fio da meada de uma holding, os procuradores toparam com Carpena. O caso foi desmembrado do inquérito dos doleiros, tocado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e resultou na condenação do ex-juiz a três anos e meio de prisão.
O segundo fio foi puxado quando os procuradores encontraram na mesa dos doleiros uma procuração em alemão aguardando a assinatura de Inês Maria, uma das sócias da holding Fundação Bogart & Taylor – que abriu uma offshore no Ducado de Liechtenstein.
Os procuradores avançaram as investigações e constataram que a holding estava em nome de parentes de Aécio Neves: a mãe Inês Maria, a irmã Andréa, a esposa e a filha.
Como o caso envolvia um senador da República, os três procuradores desmembraram do inquérito principal e encaminharam o caso ao então procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Foi no mesmo período em que Gurgel engavetou uma representação contra o então senador Demóstenes Torres.
O caso parou na gaveta de Gurgel, onde permanece até hoje.
Com a delação de Delcídio, o PGR Rodrigo Janot tem tudo à mão. Não haverá nem sequer necessidade de abrir um inquérito suplementar porque todas as informações necessárias constam da Operação Norbert.
É apenas o tempo de abrir sua gaveta e retirar de lá o inquérito.
RBA
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