25/08/2016

"Exemplo anticorrupção", pato da Fiesp não faria sentido agora, diz Skaf

Alguém pode calar a boca desse cara? - "Exemplo anticorrupção", pato da Fiesp não faria sentido agora, diz Skaf.


Candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo em 2014, e do PSB, em 2010, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, 61, fez barulho, nos últimos meses, com a campanha que associava um pato gigante ao volume de impostos pagos pelo contribuinte brasileiro.
Batizada de "Não vou pagar o pato", a iniciativa teve seu ápice este ano, depois de a entidade se posicionar a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT), no final de 2015. Dominados pelo verde-amarelo dos manifestantes, os protestos –não apenas em São Paulo, mas em Brasília– passaram a contar também com a figura de imensos patos infláveis que se tornavam agora parte também da chamada "luta contra a corrupção".
Nesta entrevista ao UOL, Skaf acusa a presidente agora afastada de "perda do controle do país", critica os gastos públicos e a falta de soluções que permitissem a retomada da confiança na economia nacional e conclui: a campanha do pato, durante a gestão de Michel Temer (PMDB), não "teria sentido algum" –mesmo que o presidente em exercício tenha adotado medidas que vão na contramão do corte de gastos defendido pela Fiesp, como um reajuste de 41% a servidores do Judiciário.
Para Skaf, esse é o momento de se conceder um "voto de confiança" ao peemedebista. "Nessa transição de governo, e sem aumento de impostos, não teria sentido algum o pato, mas ele está de prontidão", afirma o presidente da Fiesp, que, durante cerca de uma hora de conversa, atrelou a expressão "gastança" aos governos petistas ao menos quatro vezes.
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