STF investiga um terço dos senadores da comissão de impeachment
Dos 21 parlamentares indicados para a comissão do impeachment no Senado, mais de um terço responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Dos oito senadores com processos, quatro deles integram a lista dos políticos investigados pela Operação Lava Jato. Antes de levar o caso ao plenário da Casa, o grupo será responsável por analisar a denúncia contra a presidente Dilma Rousseff acolhida na Câmara no último dia 17.
Indicados para a presidência e relatoria da comissão, os senadores Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) ficaram de fora desta lista. Em fevereiro, o STF arquivou um inquérito que investigava a suposta participação do tucano na Lava Jato.
Aloysio Nunes (PSDB-SP) é alvo de um inquérito que está oculto no sistema do STF, em razão de desdobramentos da Lava Jato. Os outros parlamentares da comissão que enfrentam investigações no STF são Simone Tebet (PMDB-MS), Wellington Fagundes (PR-MT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Outro lado
A assessoria de Gleisi diz que não há provas contra a senadora.
Lindbergh afirma "que todas as doações de campanha foram registradas na forma da lei" e que os demais casos foram arquivados.
Fernando Bezerra diz "que ao final dos inquéritos tudo ficará esclarecido".
A assessoria de Aloysio diz que o senador tem "total interesse no imediato esclarecimento dos fatos".
Simone afirma que não é ré em nenhuma ação.
Vanessa Grazziotin diz que os inquérito contra ela decorre de processos movidos por adversários políticos.
A reportagem não recebeu resposta de Gladson Camelli e não conseguiu contato com Wellington Fagundes.
